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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Casla debate nesta terça diplomacia e situação de Honduras

A organização não governamental Casa Latino-Americana (Casla) promove em sua sede, em Curitiba, nesta terça-feira, a partir das 19h30, o debate “Golpe em Honduras: a situação hondurenha e o papel diplomático do Brasil”. O secretário de comunicação da CUT Paraná, professor Miguel Baez, e a doutoranda em ciência política Karla Gobbo realizarão as palestras. A atividade faz parte de um processo da Casla que busca a formação de espaços para o debate de temas atuais, reconhecendo a importância de se discutir a democracia e seus rumos no século XXI. A sede da Casla fica na Rua João Manoel, 140, no bairro São Francisco, em Curitiba. Outras informações pelo telefone (41) 3013-7570 ou ainda pelo e-mail contato@casla.com.br.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Agressões a jornalistas marcam crise em Honduras

Da Fenaj

As tensões em Honduras aumentaram com o retorno do presidente deposto Manuel Zelaya nesta segunda-feira (21/9). Um dos mentores do golpe militar de 21 de junho passado, o presidente interino Roberto Micheletti decretou novo toque de recolher. Jornalistas hondurenhos prosseguem sendo vítimas de ameaças e agressões à liberdade de imprensa.Condenado pela comunidade internacional, o golpe em Honduras teve destaque na imprensa brasileira nos dias que sucederam a deposição de Zelaya.

Depois ficou relegado a pequenos registros no noticiário. Mas voltou às manchetes com o retorno de Zelaya a seu país três meses após o golpe e seu abrigo na Embaixada do Brasil.Decretado o toque de recolher em Honduras, um grande contingente de militares está nas ruas para reprimir as manifestações dos apoiadores de Zelaya.

A crise hondurenha está sendo acompanhada pela imprensa mundial.No sábado (19), o jornalista catarinense Celso Martins enviou um alerta à Fenaj e ao Sindicato dos Jornalistas de seu Estado. “Ontem, sexta-feira, 18.9.2009, foi um dia particularmente difícil para os jornalistas hondurenhos que se alinham com a resistência ao golpe de estado. Muitos têm sido presos, perseguidos, demitidos ou constrangidos a realizar as coberturas sob o ponto de vista dos golpistas. Tentam tirar do ar as emissoras de televisão canais 11 e 36 e a rádio Globo Honduras. A rádio Progressos opera com dificuldades. O quadro é grave. A tensão aumenta a cada dia. Existem ameaças de morte contra jornalistas”, disse.

Martins vem denunciando a situação hondurenha e apoiando a resistência por intermédio do blog http://honduraselogoali.blogspot.com/. Ele registra que outras fontes que acompanham constantemente tal situação são a Telesur, Cuba Debate, La Jornada, Prensa Latina e o diário Tiempo.

“Existem outras fontes jornalísticas que podem ser consultadas para confirmar a gravidade do que acontece em Honduras, a saber: http://www.defensoresenlinea.com/cms/; http://www.honduraslaboral.org/; http://hablahonduras.com/; http://voselsoberano.com/.

A Fenaj encaminhou as denúncias para a Federação dos Jornalistas da América Latina e do Caribe (Fepalc) e para a Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ) solicitando apoio aos colegas jornalistas e ao povo hondurenho.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Veículos de comunicação são censurados e jornalistas agredidos em Honduras

Do site da Fenaj:

O golpe militar ocorrido domingo (28/06) em Honduras vem provocando uma onda de protestos no país e reações internacionais. Organizações como a Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ), a Federação dos Jornalistas da América Latina e Caribe (FEPALC) e a FENAJ denunciaram que os golpistas estão mantendo os veículos de comunicação hondurenhos sob forte censura e que agressões a jornalistas são constantes.

O presidente eleito, Manuel Zelaya, foi deposto no domingo por um golpe militar respaldado pela justiça e congresso hondurenhos, e está refugiado na Costa Rica. O país tem eleições gerais previstas para 29 de novembro deste ano e Zelaya pretendia realizar no domingo uma consulta popular para reformar a constituição e estabelecer a possibilidade de reeleição presidencial.
Após a deposição do presidente, o congresso hondurenho aprovou a "renúncia" de Zelaya – que negou tal pedido - e nomeou o presidente do parlamento, Roberto Micheletti, como presidente interino do país.

Desde domingo organizações e agências internacionais passaram a denunciar que rádios, TVs e jornais que não apóiam o golpe foram fechados, entre eles a americana CNN em espanhol e a venezuelana Telesur. Também há denúncias de agressões e impedimento ao trabalho dos jornalistas na cobertura dos acontecimentos. Na capital Tegucigalpa, onde é mais forte a reação popular ao golpe, manifestações são reprimidas violentamente e não há informação oficial sobre o número de feridos e detidos. Segundo o Comitê para a Defesa dos Direitos Humanos (Codeh), além de dezenas de pessoas feridas, já são mais de 30 presas.

Nesta segunda-feira houve protestos de entidades internacionais de proteção à liberdade de imprensa. No mesmo dia representantes de diversos países da América Latina se reuniram na Nicarágua e condenaram a intervenção militar.

Veja, a seguir, a manifestação da FIJ, FEPALC e FENAJ.

FIJ, FEPALC e FENAJ condenam firmemente os ataques a jornalistas e meios de comunicação depois do golpe de estado em Honduras

A FENAJ se junta à Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ) e à Federação de Jornalistas da América Latina e Caribe (FEPALC) na condenação veemente aos ataques sofridos por jornalistas e ao fechamento e invasão militar a meios de comunicação em Honduras. Essas flagrantes violações à liberdade de imprensa e de expressão são conseqüência direta do golpe de estado contra o presidente constitucional Manuel Zelaya, que teve sua residência invadida por homens encapuzados e armados, tendo sido retirado às pressas do local para não ser assassinado e se refugiado na Costa Rica. De lá, o presidente Zelaya deu entrevistas denunciando inclusive como falsa a carta lida no Congresso onde ele dizia ter renunciado.

“Aqueles que assaltaram o poder em Honduras enfrentam um isolamentos internacional unânime”, declarou Paco Audije, secretário geral adjunto da FIJ, que acrescentou: “E uma das repercussões mais imediatas foi a tentativa de acabar com o pluralismo e silenciar os jornalistas. Não permitiremos que isso aconteça, porque é nessas horas dramáticas vividas pela sociedade hondurenha que o trabalho dos jornalistas é mais necessário do que nunca.”

A FIJ a FEPALC e a FENAJ consideram de extrema gravidade o fechamento e ataque aos meios de comunicação e seus jornalistas. As duas organizações saúdam a coragem dos companheiros do Canal 36 de televisão, que mantiveram a emissora no ar mesmo com a invasão dos militares, às 5 horas da manhã. Os militares destruíram as instalações, atacaram o único jornalista que encontraram e detiveram o pessoal da administração durante duas horas.

Também foi noticiado o fechamento total ou temporário de emissoras como Rádio Globo, a TV Maya Canal 66, o Canal 11 e a Rádio Progreso. Várias operadoras de TV a cabo foram afetadas por interferências para não pudessem transmitir o canal da CNN em espanhol e a Telesur da Venezuela. Os correspondentes da Telesur e da agência de notícias AP foram presos e depois liberados. Jornalistas dos diários El Tiempo, La Tribuna e El Heraldo foram agredidos.

A FIJ, a FEPALC e a FENAJ estão em alerta para apoiar a seus colegas em Honduras, assim como para que essa cooperação contribua para devolver Honduras à sua trajetória constitucional e à garantia plena das liberdades de imprensa e de expressão.

30 de Junho de 2009.