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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Sindijor recebe convite para reunião com patronais

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor PR) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Norte do Paraná receberam, nesta terça-feira (01), o convite para reunião com o Sindejor (Sindicato das Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas do Estado do Paraná). Mesmo não apresentando contraposta às reivindicações dos jornalistas, a reunião ficou marcada para o dia 10 de Novembro às 15 horas, no sede do sindicato patronal (Rua Mal. Deodoro, 857 – 13º andar, sala 1306). Na pauta: Negociação dos Jornalistas 2011/2012.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Convenção Coletiva dos jornalistas depositada na SRTE

A Convenção Coletiva de Trabalho dos jornalistas, com data retroativa a 1º de outubro de 2010, está assinada e depositada na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), em Curitiba. Nela está determinado o reajuste salarial de 5% (inflação de 4,68% mais aumento real de 0,32%), que eleva o piso da categoria a R$ 2.151,56, desde 1º de outubro de 2010. Mantém-se o anuênio de 1% e os adicionais para cargos de chefia. Editores e pauteiros, com adicional de 30%, têm de receber pelo menos R$ 2.797,03; já os editores-chefes e chefes de setor e reportagem têm remuneração mínima de R$ 3.227,34, em razão do adicional de 50% (tabela de freelas aqui). Também está firmada, na cláusula 29ª, a obrigação das empresas aderirem ao Programa Empresa Cidadã, para garantir a licença maternidade de 180 dias. Jornalistas que se desligaram (foram demitidos ou pediram desligamento) desde 1º de outubro de 2010 e que não tiveram o reajuste considerado em suas verbas rescisórias precisam fazer um termo complementar de rescisão. Para isso têm de procurar as empresas para que programem um horário no Sindijor ou na sede do Ministério do Trabalho e Emprego para fazer a rescisão complementar e paguem a diferença. Também está previsto o débito em folha da reversão salarial, um desconto de 4% no salário dos jornalistas, dividido em duas parcelas de 2% (nos salários de julho e agosto), em favor do Sindijor. A reversão salarial é uma das maiores fontes de renda do Sindijor e serve para custear as despesas de campanha. Em que pese a importância deste recurso para a entidade, há a possibilidade de os jornalistas se eximirem do desconto: quem não desejar colaborar com o Sindicato tem o direito de se opor ao desconto até o dia 20 de agosto, por meio de carta dirigida ao Sindijor. Veja a convenção coletiva aqui.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Sindijor entrega fraldas arrecadadas na campanha salarial

O Sindijor fez a entrega ontem (1º) das fraldas coletadas durante a campanha dos nove meses do preto e roxo de nove meses sem convenção coletiva à Associação Lar de Moisés, entidade sem fins lucrativos que atende e acolhe 20 crianças com idade entre 2 e 9 anos, em Curitiba. Jornalistas que participaram da campanha, a quem o Sindijor e Lar de Moisés são gratos, podem continuar doando, assim como quem quiser ingressar nesta corrente de solidariedade.







terça-feira, 12 de julho de 2011

Jornalistas paranaenses aceitam contraproposta patronal de reajuste de 5%



Os jornalistas paranaenses, reunidos em sessões de assembleia geral extraordinária na noite desta segunda-feira e ao meio-dia desta terça-feira, aceitaram a contraproposta patronal de reajuste salarial de 5% (inflação de 4,68%, mais 0,32% de aumento real). Ao todo, foram 110 votos a favor e 75 contra a proposta patronal, que também inclui a expansão da licença maternidade de quatro para seis meses e a renovação das demais cláusulas da convenção vigente.
Em Curitiba, na sessão de segunda, foram 89 votantes, sendo 59 favoráveis e 30 contra. No interior, a maioria dos votos foi contra o aumento real de 5%. O placar em Foz do Iguaçu foi de 18 contra a proposta e três a favor. Em Cascavel, o “não” levou vantagem frente à proposta patronal (11 votos a 7). Já em Ponta Grossa todos os nove votantes aceitaram os 5%.
A posição favorável à adoção da proposta chegou à sessão final da assembleia, em Curitiba, nesta terça, com 19 votos de vantagem, mas não houve mudança no panorama. A última sessão teve o placar de 32 a 16 pela adoção da contraproposta dos dois sindicatos patronais.
Com isto, o novo piso salarial passa a R$ 2.151,56, um aumento de R$ 102,45. O retroativo incide sobre os nove meses sem aumento, desde outubro, mais o décimo terceiro salário, o que, para quem ganha o piso, significa mais R$ 1.024,50, a ser pago tão logo seja assinada a convenção. Ficou acertado que a categoria apenas aceitará o pagamento em parcela única deste valor. A assessoria jurídica já começou a elaborar a minuta da convenção.

Sessão de
assembleia
Favoráveis à proposta
Contrários à proposta
Curitiba (segunda à noite)
59
30
Foz do Iguaçu
3
18
Cascavel
7
11
Ponta Grossa
9
0
Curitiba (terça ao meio-dia)
32
16
TOTAL
110
75

Avaliação - Esta negociação – que foi arrastada e, em determinados momentos extenuante – serviu ao menos para mostrar que somos uma categoria de trabalhadores e, a espelho das demais, quando mobilizados, alcançamos conquistas. Depois de 14 anos, finalmente não recebemos a inflação ou menos que isto. É a repetição deste espírito de mobilização, este barulho para demonstrar nossa insatisfação, que vai nos conduzir a ganhos reais ainda maiores.
A Diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná vem a público agradecer a participação de todos os que se manifestaram ao longo destes nove meses e 12 dias – e antes, desde o Congresso de Foz do Iguaçu –, e pede a todos que não se esqueçam que a luta está apenas começando. Em 1º de outubro, teremos uma nova data-base, e a diretoria estadual fará um esforço para visitar o maior número possível de redações recolhendo propostas a ser apresentadas aos empresários ainda na primeira quinzena de agosto.
Assédio – Momento decisivo da discussão sobre a convenção coletiva de trabalho, quando a autonomia e a independência dos trabalhadores deveriam ser plenas, esta segunda-feira foi marcada por um caso grave de violação da liberdade de organização obreira. A poucas horas da primeira sessão da assembleia, o diretor do Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCom), Guilherme Döring Cunha Pereira, reuniu os jornalistas do jornalGazeta do Povo para pressioná-los a aceitar a proposta de reajuste de 5%, sob risco de corte de postos de trabalho.
Cunha Pereira reclamou que os resultados financeiros do jornal não eram favoráveis e que os jornalistas deveriam dar mais uma cota de “colaboração” e aceitar a proposta. Ante os jornalistas, o empresário demonstrou impaciência pelo não fechamento da convenção coletiva, o que, segundo ele, estaria ainda atrapalhando o andamento do acordo de banco de horas e extensão da jornada. Visivelmente agitado, fez um discurso em que afirmou que não seria aceita nenhuma proposta de aumento superior aos 5% já oferecidos pelos sindicatos patronais. Lembrando que a Gazeta possui cerca de 200 jornalistas em seus quadros, deu a entender que, se tivesse de implantar um reajuste maior, poderia “mudar o modelo” e trabalhar com uma redação bem mais enxuta, a exemplo de jornais como o Zero Hora, de Porto Alegre, numa ameaça clara de corte de postos de trabalho.
A ação de Cunha Pereira ao intimidar os trabalhadores jornalistas antes de uma decisão é merecedora de toda a repulsa da categoria. A autonomia dos trabalhadores para definir os seus destinos deve ser ampla, sem condicionamentos ou pressões externas. O que se viu foi um caso grave de restrição à liberdade de organização obreira. O Sindijor vai tomar providências para sancionar esta conduta e outras mais que vierem a ocorrer. Sabendo da extensão e gravidade do caso, o Sindicato precaveu-se propondo e realizando votação secreta na assembleia de Curitiba, de maneira a por a salvo a independência dos jornalistas. O fundamental é que todos estes casos de assédio à liberdade dos trabalhadores sejam relatados ao Sindijor.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Por enquanto, jornalistas vão aceitando proposta patronal



Assembleia em Curitiba (fotos de Valquir Aureliano)

Os jornalistas paranaenses, reunidos em sessões de assembleia geral extraordinária na noite desta segunda-feira (11), aceitaram – por ora – a contraproposta patronal de reajuste salarial de 5% (inflação, mais 0,32% de aumento real). Ao todo, foram 78 votos a favor e 59 contra a proposta patronal.

Em Curitiba, foram 89 votantes, sendo 59 favoráveis e 30 contra. O placar em Foz do Iguaçu foi de 18 contra a proposta e três a favor. Em Cascavel, o “não” levou vantagem frente à proposta patronal (11 votos a 7). Já em Ponta Grossa todos os nove votantes aceitaram os 5%.

O resultado, porém, não é definitivo. Amanhã (terça, 12), uma nova sessão da assembleia permanente acontecerá na sede do Sindijor, em Curitiba, ao meio dia. É importante que todos os que puderem participar manifestem-se na assembleia. Na assembleia desta noite em Curitiba foi rejeitada a proposta de voto por procuração.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Venha, discuta, participe da assembleia da categoria no dia 11

Após os sindicatos patronais de jornais e revistas entregarem a proposta de reposição da inflação e aumento de 0,32% e licença-maternidade de seis meses, hoje (sexta, 8) foi a vez de os patrões da radiodifusão protocolarem no Sindijor proposta idêntica, como era esperado, para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Para debater esta contraproposta e definir os rumos da CCT, o Sindijor convocou sessões de assembleia para esta segunda-feira (11) nos seguintes locais e horários:
  • Curitiba - Sede do Sindijor (Rua José Loureiro, 211), Centro, às 20h em primeira convocação, e às 20h30 em segunda convocação;
  • Ponta Grossa - Sindicato dos Empregados no Comércio (Rua General Carneiro, 750), às 19h30 em primeira convocação, e às 20h em segunda convocação;
  • Cascavel - Fundação Iguaçu (Rua Fortunato Bebber, 1822), às 19h45 em primeira convocação, e às 20h15 em segunda convocação;
  • Foz do Iguaçu - Sede do Sindijor (Rua Rui Barbosa, 1032, sala 50, Shopping Mercosul) às 19h30 em primeira convocação, e às 20h em segunda convocação;
Por reivindicação dos trabalhadores da Gazeta do Povo, o Sindijor abriu mais uma sessão de assembleia para o dia 12, às 12h, em segunda convocação, na sede do Sindijor, em Curitiba. Diversas manifestações de jornalistas foram registradas nas redes sociais, mas, para que estas posições tenham peso, é necessário que elas sejam discutidas coletivamente na instância adequada, que é a assembleia. Então, se você tem uma opinião acerca da proposta patronal, não a deixe registrada apenas no Twitter ou Facebook, traga-a, debata-a e sustente-a na assembleia da categoria. É fundamental a participação de todos nesta discussão, que diz respeito ao nosso futuro profissional.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Patrões oferecem 0,32% de aumento real para renovar a CCT

Parece que as mobilizações dos jornalistas paranaenses, nas redações e locais de trabalho da capital e interior, têm incomodado as empresas de comunicação. Depois da inércia durante nove meses de negociação, o Sindicato das Empresas de Jornais e Revistas do Paraná encaminhou ao Sindijor-PR uma proposta oferecendo ganho real de 0,32%. Isso comprova que a luta por 1% de aumento real da categoria vem surtindo efeito.

No documento, a entidade patronal propõe, além dos 0,32% de aumento, o pagamento da inflação de 4,68% (outubro de 2009 até setembro de 2010), a manutenção de todas as cláusulas da última Convenção Coletiva e a inclusão da licença-maternidade de 180 dias. Embora a Direção do Sindijor-PR aguarde a chegada da proposta do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão, que deve ter redação idêntica à proposta dos impressos, já é o momento de a categoria se manifestar.

Para isso, o Sindijor-PR convoca todos os trabalhadores para uma nova assembleia geral, que acontecerá na próxima segunda-feira, dia 11 de julho, na sede do Sindicato. A primeira convocação está marcada para as 20h. A partir das 20h30, a assembleia se inicia com qualquer quorum. Também serão realizadas na segunda-feira sessões nas cidades das regionais do sindicato – Foz do Iguaçu, Cascavel e Ponta Grossa. Em Cascavel, será na Fundação Iguaçu (Rua Fortunato Bebber, 1822) às 20h15 em segunda convocação; em Ponta Grossa, no Sindicato dos Empregados no Comércio (Rua General Carneiro, 750), às 20h em segunda convocação; para Foz, o local e o horário ainda não estão definidos.

Ao longo dessa semana, diretores do Sindijor e das subseções regionais vão passar pelas redações convocando todos. Será o momento de a categoria se manifestar a respeito da proposta patronal e definir os rumos da negociação pela renovação da CCT 2010/2011.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Fotos do PRETO&ROXO nas redações nesta sexta (1º/07)


Folha de Londrina


Agência Estadual de Notícias



Sanepar

Revista Móbile

terça-feira, 28 de junho de 2011

Jornalistas mobilizados para um dia de preto e roxo nos nove meses sem convenção

ontinuam as negociações com os patrões para a conquista do aumento real. Na próxima semana, os diretores do Sindijor vão percorrer redações de Curitiba para chamar a categoria para a grande mobilização do dia 1º de julho. Na data em que completamos nove meses sem aumento real, os jornalistas voltarão a vestir preto e roxo para protestar contra a intransigência patronal, que vem nos privando não só do aumento real como também do reajuste salarial. Estamos há 14 anos sem aumento real e, se não nos mobilizarmos, chegamos ao 15º em outubro. Para mostrarmos indignação com a “gestação” não concluída do aumento real, vamos protestar nos vestindo das cores da nossa campanha e trazendo bonecas para simbolizar o desejo do “nascimento” do aumento real, que vem num “parto” trabalhoso.Também vamos nos engajar numa campanha de doação de fraldas, para serem doadas instituições que cuidem de crianças pequenas. A entrega é na sede do Sindijor. Os jornalistas não aceitam mais o “empate” que representa perdas e exigem respeito. No ano passado – nossa convenção deveria ser assinada em outubro de 2010 –, nada menos que 94% dos pisos salariais no país tiveram aumento real, segundo pesquisa do Dieese. Com a dinâmica da economia brasileira, nos últimos anos, foi praticamente impossível para uma categoria não ter tido aumento real ao menos uma vez. No entanto, o patronato da imprensa do Estado, contrariando os números de faturamento, alega que não pode nada além da reposição. É hora de mudar este quadro. Venha, mobilize-se e exija aumento real.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Chega do mesmo, queremos aumento real!

Jornalistas do Paraná negam-se a renovar pelo “mesmo de sempre” a Convenção Coletiva

A assembleia de ontem (13), em quatro cidades da base do Sindijor, rejeitou, por esmagadora maioria, a proposta patronal de fechamento da Convenção Coletiva de Trabalho com mero repasse da inflação (4,68%, retroativo a outubro de 2010). Cansados das negativas, os jornalistas presentes às sessões realizadas em Curitiba, Ponta Grossa, Cascavel e Foz do Iguaçu deram um basta à monotonia de dizer sempre sim à pressão patronal e insistiram em forçar os patrões a ceder um reajuste com aumento real.

Nada de ganho real é uma humilhação que a categoria não aceita mais. Enquanto o piso perde valor, as tabelas de publicidade são majoradas ano a ano, o preço de capa dos jornais teve aumento de no mínimo 100%, a audiência é superior em todos os segmentos dos meios eletrônicos, os jornalistas acumulam funções e responsabilidade, seu poder de compra vem sendo corroído pela inflação e pelo estrondoso arrocho salarial imposto há 14 anos à categoria. Enquanto isso, aumento real é realidade para quase todos os trabalhadores.

Capitular, admitindo a perda de direitos conquistados nas últimas seis diretorias e mantidos mesmo com imensa pressão do baronato da mídia, é coisa inaceitável. É hora de dizer basta às indecorosas e absurdas propostas patronais. Os jornalistas já cederam muito além de sua capacidade de dialogar.

Exigimos aumento real

Jornalistas, unidos e conscientes do seu potencial, vão dizer um “basta” aos representantes patronais que mostram falta de caráter ao mentir na negociação e contestar informações verídicas, confirmadas pelo Projeto Inter-Meios, IVC, Rais e outros mecanismos de medição da atividade nesse setor da economia brasileira. Vamos à luta pelo aumento real. Exigimos respeito! Aumento real já!

Ações

Agora é hora de mobilizar. E no dia 1.º de julho, quando completaremos nove meses de intransigência dos patrões, vamos vestir roxo e preto, fazer paralisações nas redações e exigir respeito e mostrar amor próprio.

Além da volta do uso do preto e roxo e atos de protesto no cafezinho, está sendo preparado um ato de “anticomemoração” pelos nove meses de atraso na “gestação” da Convenção Coletiva, com a arrecadação de fraldas, para que sejam repassadas a uma instituição de atendimento a crianças carentes.


Assembleia em Curitiba (Adir Nasser Junior)

quinta-feira, 3 de março de 2011

Outdoor de campanha em Castro

Se é verdade que #JornalistaGanhaMal, também é certo que há amigos que nos ajudam. É o caso da empresa Infok, que patrocinou um outdoor com o mote de campanha - "Nossa dor não sai no jornal - em Castro, em frente ao Supermercado Dal Santos, numa movimentada rua da cidade. Foto de Bárbara Tostes.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Empresas procuram Sindijor interessadas no fechamento da convenção

Orientação é para que empresas cobrem resposta dos sindicatos patronais

O que não é revelado na mesa de negociações? (Foto: André Rodrigues)

Há coisas que não saem no jornal. Os 14 anos sem aumento real para os jornalistas estão entre elas. Outras não aparecem na mesa de negociação, quando patrões e jornalistas estão discutindo a Convenção Coletiva de Trabalho. Entre estes “segredos” está a existência de empresas que querem, sim, conceder aumento real a seus trabalhadores jornalistas ou desejam rapidez nas negociações.

É o que revelam as diversas ligações de empresas ao Sindijor questionando sobre se “já fechou a convenção”. São departamentos de recursos humanos e mesmo dirigentes de empresas ansiosos pela conclusão do acordo que se arrasta com um atraso de quase cinco meses.

Em pelo menos um caso, a empresa se dispôs a pagar 4% de aumento real já para seus jornalistas, em troca do fechamento da convenção. Contudo, os sindicatos patronais, conforme reafirmando na mesa-redonda desta semana, não querem dar um centavo a mais além da reposição da inflação, aprofundando o arrocho de 14 anos.

Por outro lado, no ambiente das empresas, aumenta a preocupação com o pagamento do reajuste retroativo (acumulado até outubro e incluindo 13º salário e eventualmente férias) e a necessidade de rescisões complementares, para pagar a diferença salarial aos jornalistas dispensados desde nossa data-base (1º de outubro).

A pressa das empresas que procuram o Sindijor contrasta com a frieza dos patrões, que, em mesa, não demonstram interesse em chegar a avanços e vão empurrando com a barriga a CCT há meses. Quando contactado, o Sindijor orienta estas empresas “ansiosas” a cobrar satisfações de seus representantes – os sindicatos patronais de rádio e TV e o de jornais e revistas. A nossa mensagem já foi dada a eles: é pelo fim do arrocho salarial de 14 anos e pelo aumento real.

A dureza do negociador do sindicato patronal na mesa-redonda, sem procuração para fazer qualquer concessão aos trabalhadores, espelha um consenso ou o esconde o triunfo de um grupo intransigente dentro da organização das empresas? Algo é certo: pelos lucros das empresas nos últimos anos, há margem, sim, para o aumento real já.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Sindijor em Foz panfleta denunciando 14 anos sem aumento real (fotos Marcos Labanca)

(Do blog http://sindijorfoz.blogspot.com) A Subseção de Foz do Iguaçu e Região do Sindijor realizou na terça-feira (22) mais uma ação na campanha salarial. Durante uma hora, foram entregues à sociedade cerca de mil panfletos relatando a luta da categoria em busca de aumento real — o que não ocorre há 14 anos no estado. A panfletagem foi realizada ao meio-dia, nas esquinas da Avenida Paraná e República Argentina, um dos pontos mais movimentados da cidade. O trabalho deve prosseguir nos próximos dias, com a entrega do material nas redações e em outras áreas centrais.



terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Intransigentes, patrões negam aumento real e insistem em infligir perdas aos jornalistas (fotos de André Rodrigues, Thays Poletto e Franklin Freitas)

Mais uma vez, nada. A mesa-redonda desta tarde na Superintendência Regional do Trabalho serviu apenas para os patrões mandarem o recado por meio de seu advogado aos jornalistas: não vão dar nem um centavo a mais de reajuste nos salários além da reposição da inflação – isto depois de outras seis rodadas de negociação e passados mais de quatro meses da nossa data-base. Antes do encontro, jornalistas fizeram uma manifestação em frente à SRTE com faixa e panfletagem em que denunciavam os 14 anos sem aumento real e os lucros acumulados pelas empresas neste período.








segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Nesta terça-feira, venha exigir aumento real na manifestação da SRTE


Remuneração decente, não ao arrocho, aumento real já! Estas serão as mensagens que nós, jornalistas, traremos amanhã (dia 22) para a frente da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE, Rua José Loureiro, 574, Centro de Curitiba), antecedendo a mesa-redonda na qual trabalhadores e os patrões vão definir os rumos da Convenção Coletiva de Trabalho, entravada e com quatro meses de trabalho por conta da intransigência patronal. Garantida a reposição da inflação, que elevaria o piso salarial para R$ 2.145,00, os jornalistas querem – e sabem que é possível – um aumento maior e por isso apresentam uma proposta de aumento real de 5,58%, que os patrões vêm ignorando. A Semana de Mobilização preparada pelo Sindijor – que contou com ações de panfletagem na Boca Maldita no sábado e no Largo da Ordem ontem – teve como objetivo sensibilizar jornalistas e a sociedade sobre o descompasso entre os lucros dos veículos de comunicação e a absurda sonegação, pelos veículos do Paraná, de uma remuneração digna a seus trabalhadores.

Parlamentos - Hoje (21), o presidente do Sindijor, Márcio Rodrigues, ocupou a tribuna da Câmara Municipal de Curitiba para mostrar a dura situação por que passam os jornalistas do Estado, há 14 anos sem aumento real. Rodrigues também esteve na Assembleia Legislativa, onde também faria um pronunciamento, que acabou não ocorrendo. O ofício do Sindijor requerendo a abertura de espaço, contudo, foi lido pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Valdir Rossoni, e vai integrar os anais da Casa.

Semana de Mobilização - Sexta-feira (18/02) - Ronda da Noite no BarBaran


Presidente Márcio Rodrigues denuncia na Câmara de Curitiba a situação dos jornalistas (Por André Rodrigues)




Em poucas linhas a agonia de anos - Panfleto da Semana de Mobilização