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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Faturamento na região do Paraná cresce, circulação de jornais no país aumenta 4,2%

O Projeto Inter-Meios, da revista Meio & Mensagem, mostra que, na região em que se situa o Paraná, todos os dados das principais mídias apresentam desempenho favorável nos primeiros seis meses de 2011. Enquanto no país, o faturamento de rádio se retraiu em 2,16%, no Sul houve crescimento de 4,3% nas receitas das emissoras. O desempenho destoante da média nacional também é percebido no meio jornal, que aumentou na região quase 7%, enquanto no país ficou quase no zero. Em TVs, o “Sul maravilha” bateu 4,77% de aumento no caixa das emissoras, enquanto na média brasileira o crescimento foi de apenas 1,82%. O que o patronato da mídia paranaense vai alegar na hora de fecharmos a próxima convenção coletiva?

Circulação – O Instituto Verificador de Circulação (IVC) anunciou crescimento médio de 4,2% de jornais impressos no primeiro semestre, comparado ao mesmo período do ano passado. A média diária nestes primeiros seis meses é de 4,4 milhões de exemplares, novo recorde para a auditoria. Porém os números não animam os profissionais. De acordo com o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Celso Schröder, os empresários anunciam gastos e conquistas sem o menor constrangimento diante das condições degradantes impostas aos trabalhadores. A contradição aumenta quando a Associação Nacional dos Jornais declara “momento positivo” e o jornal O Estado de S. Paulo tem quadro de 40 demissões só este ano. Veja mais aqui.

Diferença salarial tem de ser paga no início de setembro

Jornalistas, exijam o pagamento de toda a diferença salarial retroativa a outubro de 2010 junto com o salário de agosto ainda esta semana. As empresas que ainda não o fizeram estão obrigadas a pagar todo o reajuste atrasado desde a nossa data-base. Assim, além dos salários acrescidos de 5% (com o que o piso se eleva a R$ 2.151,56), pagos até o quinto dia útil de setembro, profissionais abrangidos pela CCT 2011/2010 e que recebem o piso têm a receber ao menos R$ 1.024 de atrasados. O montante é retroativo a outubro, novembro e dezembro de 2010; janeiro, fevereiro, março, abril, maio, junho e julho de 2011; décimo terceiro salário e, eventualmente, reflexos em férias e terço das férias. O descumprimento importará na incidência de multa em favor do Sindijor, no valor equivalente a 10% do salário por jornalista empregado. Caso a empresa em que você trabalha não cumpra a obrigação, entre em contato com o Sindijor pelo telefone (41) 3224-9296 ou pelo e-mail sindijor@sindijorpr.org.br

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Adesões ao movimento dos jornalistas por aumento real crescem

O Sindijor continua recebendo diversas manifestações de apoio à decisão tomada em assembleia na última segunda-feira de prosseguir a negociação para a conquista de aumento real. A resposta dos jornalistas à intransigência patronal trouxe novo alento à luta dos trabalhadores por aumento real. O Sindijor já está preparando ações para mobilizar a categoria até o dia 1º de julho, quando acontece mais um preto e roxo nas redações.

Outros Estados - Os jornalistas do Distrito Federal também estão tendo dificuldades para fechar a convenção coletiva por conta da intransigência patronal. Contra tudo o que entende a Justiça do Trabalho desde a Emenda Constitucional 45/04, os jornalistas devem ingressar com dissídio sem a anuência dos patrões, para que o Judiciário arbitre o conflito. Veja mais aqui. Em São Paulo, os patrões do interior do Estado ofereceram 0,06% de aumento real para os jornalistas. Parece irônico, mas é mais do que oferecem os donos da imprensa paranaense.

É realidade, não para nós - Aumento real é a regra para os trabalhadores brasileiros. A pesquisa do Dieese divulgada ontem mostrou que, no ano passado, 94% dos 660 pisos salariais analisados pelo Dieese tiveram reajuste acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Mas não para os jornalistas paranaenses, que têm de enfrentar nove meses sem aumento algum e quase quinze anos “empatando” com a inflação – num empate que representa perdas, já que os salários são corroídos mês a mês, e a reposição é apenas uma vez no ano.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Renovação da CCT: assembleia define rumos da negociação

Depois de dezessete dias de espera, finalmente o representante do sindicato patronal, Roberto Santiago, respondeu à proposta colocada pela direção do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor-PR) para o fechamento da Convenção Coletiva de Trabalho dos jornalistas, que se arrasta desde o mês de agosto de 2010. Ao negar o aumento real de 1%, proposto pela comissão que se reuniu com o representante patronal, foi mantida a contraproposta de repasse integral da inflação do período (4,68%, referente ao INPC/IBGE do período de 1.º de outubro de 2009 a 30 de setembro de 2010) e ampliação da licença maternidade de quatro para seis meses, como já ocorre com as trabalhadoras da administração direta e indireta no âmbito federal. Para avaliar e deliberar sobre a proposta e o momento da campanha, o Sindijor-PR convoca seus associados e demais integrantes da categoria para uma Assembleia Geral Extraordinária específica para tratar desse tema, a ser realizada no dia 13 de junho de 2011, às 19h em primeira convocação com quórum de 50% mais um dos associados, e às 19h30 em segunda convocação com qualquer quórum, para uma avaliação sobre os rumos da negociação. A reunião acontecerá na sede do Sindijor-PR em Curitiba (Rua José Loureiro, 211 – Centro); e nas subsedes da entidade das cidades de Foz do Iguaçu, Cascavel e Ponta Grossa. Ao longo da próxima semana, em convocação oficial, o Sindicato informará o endereço das assembleias das subseções.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

À espera de uma resposta

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná informa aos filiados e à categoria que as negociações com os patrões estão em compasso de espera. No dia 16 de maio, uma comissão formada pelo advogado representante dos trabalhadores, Sidnei Machado, o presidente do Sindijor-PR, Márcio Rodrigues, e a diretora de comunicação da entidade, Maigue Gueths, foi recebida pelo interlocutor oficial das empresas. O objetivo do encontro foi encerrar a negociação, que se arrasta desde agosto de 2010. Como último esforço em prol do fechamento da Convenção Coletiva, a direção do Sindicato propôs que o documento fosse renovado mantendo-se praticamente idêntico ao anterior e acrescentando a ampliação da licença maternidade para seis meses (hoje são quatro) e a concessão de um por cento de aumento real. Ou seja, a inflação medida pelo INPC/FGV de 4,68% sendo reposta integralmente, mais um por cento, perfazendo o total de 5,68%, retroativo a outubro de 2010. Algo muito razoável, inclusive na opinião do próprio representante patronal no encontro com a comissão.

O advogado que representa os dois Sindicatos patronais, Roberto Santiago, solicitaria uma “assembleia com os empresários até quinta-feira” (19/05). Ele acreditava que empresas que não pudessem enviar participantes seriam consultadas por telefone. Revelou ainda que nos daria uma resposta em breve. Falou que possivelmente na sexta-feira (20), ou no máximo no início da semana posterior – fosse a resposta positiva ou negativa.

Nem comunicação, nem consideração...

E até hoje, dia 1º de junho de 2011, não nos foi dada uma resposta. Embora já tenhamos buscado um posicionamento da outra parte, simplesmente não há respostas. Em consulta feita na semana passada, Roberto Santiago se mostrou lacônico: “quando tiver uma resposta, ligarei”. É o retrato da intransigência e do descaso em relação aos jornalistas do Paraná. Para ciência da categoria reproduzimos a seguir um breve histórico da luta pelo aumento real:

Cronologia

17 de agosto/2010 – entrega da pauta de reivindicações aos Sindicatos patronais, com a presença de representantes da direção das duas entidades empresariais. Ou seja, 43 dias antes da data base (1.º de outubro).

20 de setembro/2010 – os representantes patronais desconsideraram a pauta de doze itens, entregue por escrito e assinada pelos dois Sindicatos de trabalhadores, e apresentaram como proposta única o rebaixamento do piso para R$ 1.200,00, congelamento do anuênio e o fim da progressão para novos contratados, e redução do percentual de hora extra para 50%.

30 de setembro/2010 – assembleias realizadas no Sindijor-PR e Sindicato do Norte do Paraná (Londrina) rechaçam integralmente a proposta patronal, reafirmando o clamor da categoria por negociar a partir da pauta apresentada em agosto. Ambas as entidades votaram ainda por manter assembleias permanentes e coletam assinaturas nas principais redações do Paraná.

18 de outubro/2010 – em encontro na AERP (Curitiba), marcado por manifestação com a participação de cerca de 60 pessoas (jornalistas, estudantes e professores), representantes da categoria descartam o desrespeito patronal em forma de proposta e reafirmam exigência de negociar a partir da pauta de reivindicações apresentada.

25 de outubro/2010 – em reunião no Sindijor-PR, patrões admitem pagar aumento real de 1%. Mas exigem fim do anuênio. Sindicatos reafirmam que não há possibilidade de trocar o certo pelo duvidoso, pois ao congelar o anuênio, dando 1% de aumento, haveria incoerência com a proposta vitoriosa nas assembleias de 30 de setembro.

4 de novembro/2010 – nova reunião no Sindijor-PR acaba sem avanços. Os patrões acenam apenas com a renovação da CCT, reposição da inflação e admitem apenas ampliar a licença maternidade para seis meses. A categoria passa a aderir às campanhas de mobilização (preto e roxo) nas redações. Nessa reunião, no entanto, os patrões se comprometem a apresentar por escrito suas propostas no próximo encontro (17 de novembro).

16 de novembro/2010 – blefe e desrespeito voltam a ser a resposta patronal apresentada. Na véspera do encontro, os sindicatos patronais, contatados para definir horário e local do encontro do dia seguinte, responderam apenas não ter novas propostas e que o encontro estava cancelado.

17 de dezembro/2010 – após várias manifestações de preto&roxo em redações Estado afora, aconteceu uma retomada da negociação em mesa-redonda realizada na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), em Curitiba. Mas a intransigência patronal foi a mesma: no encontro, representantes dos empresários de mídia negaram qualquer possibilidade de reajuste acima da inflação se não for para confiscar de outro lado um direito já consolidado.

21 de janeiro/2011 – novo encontro entre jornalistas e empresários resultou num mesmo bordão: "NÃO" patronal e jornalistas mantendo a "MOBILIZAÇÃO". A negociação que já se arrasta por cinco meses.

22 de fevereiro/2011 – semana de mobilização termina com reunião na SRTE. No encontro, novo “não” patronal, mesmo com a pauta de reivindicações sendo reduzida apenas para um aumento real, abdicando-se todos os demais itens da pauta original, forma utilizada pelos representantes dos trabalhadores para dar fim ao longo e agonizante período de negociações infrutíferas.

março de 2011 – o sindicato muda a estratégia e passa a procurar empresas para fechar acordos em separado. Primeiros esforços quase surtem resultado, mas sindicatos patronais proíbem empresas de conceder aumento real. Visitas às empresas de rádio, jornal, televisão recebem a oferta, mas não se manifestam.

O Sindijor visita o Ministério Público do Trabalho e pergunta se a ata negativa dos Sindicatos Patronais, produzida no último encontro na Superintendência do Trabalho, poderia ser o caminho para a negociação seguir para a Justiça do Trabalho. O chefe da Procuradoria nos diz que apenas um documento nesse sentido, assinado pelos dois lados, poderia servir para buscar a mediação da Justiça do Trabalho.

Abril de 2011 – em comunicado interno ,o Sindicato de Rádio e TV sugere aos associados que concedam inflação do período para não haver impacto muito grande quando do fechamento da CCT. O Sindijor continua procurando empresas que assinem em separado, sem sucesso.

Maio de 2011 – APP-Sindicato assina acordo em separado e concede 7% entre reposição e aumento real aos seus jornalistas.

Nesse meio tempo, de agosto de 2010 até o momento, 92% dos trabalhadores organizados receberam aumento real.

Os funcionários públicos receberam reposição de 6,5%.

A pergunta que não quer calar: por que tanta intransigência para fechar uma Convenção Coletiva de Trabalho com aumento real para os jornalistas do Paraná, uma vez que todos os demais pisos do Brasil receberam, ao longo dos últimos cinco anos, aumento real?

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Eles querem avançar... na retirada dos direitos dos jornalistas - Proposta patronal é piso 40% menor para o interior

A reunião desta segunda-feira entre representantes do Sindijor-PR e patrões de rádio, TV, jornais e revistas, foi frustrante mesmo para quem tinha as piores expectativas. A proposta apresentada pelos patrões é que o piso dos jornalistas, para qualquer cidade que não seja Curitiba, não só não tenha reajuste como passe a ser 40% menor que o valor atual. As empresas, que, no caso das TVs, tiveram crescimento de 33% no faturamento no primeiro semestre, não precisariam pagar mais que R$ 1.200,00 para os jornalistas em novas contratações. O novo piso – ou “porão” – valeria não apenas para pequenos municípios, mas também para cidades de porte médio a grande, como Londrina, Maringá, Foz do Iguaçu, Guarapuava e Ponta Grossa. A proposta foi feita verbalmente, e os patrões não explicitaram nenhuma garantia de que os empregos com salário atual seriam mantidos. A vergonhosa pauta inclui ainda o congelamento do anuênio (hoje única forma de progressão salarial efetiva) conjugado com um plano de participação nos resultados (PPR) feito empresa por empresa (que certamente seria bastante limitado nas empresas menores). Os petardos não param por aí. O ataque aos nossos direitos inclui a redução do adicional por hora extra de 100% sobre a hora normal, o qual cairia para 50%, necessariamente acompanhado de um banco de horas em que uma hora trabalhada é compensada por uma de folga (e não uma por duas, como sugere hoje o nosso regime de hora extra). Os nossos patrões, que são hábeis em apresentar propostas ruins, conseguiram se superar desta vez, e não ofereceram nada além do que esta perda de direitos e a renovação de todos os demais itens da atual convenção, sem qualquer avanço, ou seja, foram solenemente desconsideradas todas as reivindicações, aprovadas em Assembleia no final do Congresso dos Jornalistas de Foz, como aumento real, vale-alimentação, plano de saúde e reajuste nos índices de comissionamento para editores, valorização da produção local (70%), licença maternidade estendida (180 dias), adicional noturno de 50% (hoje é de 20% e não é pago por algumas empresas), obrigatoriedade da marcação do ponto, estabilidade pré-aposentadoria de cinco anos, obrigatoriedade de jornalista responsável por veículo (no caso de impressos) ou programa (no caso de rádio e TV) e proporção entre número de repórteres e editores.

A próxima reunião ficou marcada para o dia 18 de outubro, na sede da Associação das Emissoras de Radiodifusão do Paraná (Aerp). Até lá, queremos saber qual sua opinião sobre a proposta patronal de reduzir o piso no interior e suprimir direitos dos trabalhadores. Mande sua mensagem para extrapauta@sindijorpr.org.br

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Desrespeito com os jornalistas rompe todos os limites na Gazeta Mundial

A Gazeta Mundial, jornal de Toledo do empresário Marcos Solano, rompeu todos os limites no desrespeito com os jornalistas, no início desse mês. O ponto final da linha de conduta inadequada do empregador foi atingido quando os trabalhadores receberam um ultimato: ou abrem uma empresa e prestam serviço ao jornal toledano – a “pejotização” dos jornalistas, uma clara fraude ao vínculo de emprego – ou não interessariam mais ao grupo (que possui, entre outras, um hospital e a Sol Linhas Aéreas). Mas o desrespeito já é praxe nas empresas de Solano, com se observa há tempo na Rádio Mundial de Toledo, também do grupo.
Há cerca de dois anos os trabalhadores da Gazeta Mundial têm as horas extras trabalhadas (além da quinta diária) registradas em relógio ponto digital. Mas essas horas nunca foram remuneradas, embora houvesse promessa de compensação de banco de horas – irregular, pois a empresa precisaria fazer um acordo com o Sindicato para que o instrumento tivesse validade. Entretano, nem à margem da lei as horas foram compensadas. Pior: a administração da Gazeta Mundial não deposita os valores dos trabalhadores em suas contas do FGTS, embora conste dos holerites dos jornalistas o suposto depósito.
Outra irregularidade cometida pela Gazeta Mundial, de Marcos Solano, diz respeito a meses de trabalho sem carteira assinada, nos quais a empresa deixa de recolher tributos aos cofres públicos e de pagar verbas que compõem a renda do trabalhador. O rol de violações à Convenção Coletiva de Trabalho dos jornalistas é extenso. Outro exemplo? O repórter-fotográfico (que também é diagramador) utiliza o seu próprio equipamento, mas a empresa não repassa o adicional de 30% pelo aluguel das máquinas, conforme prevê a CCT, nem adicional de acúmulo de função. Mais: o piso do Paraná não é pago aos jornalistas da empresa.
Contudo, a situação dos trabalhadores, que nunca foi um mar de rosas, piorou muito a partir do final do ano passado, quando a proposta de terceirização começou a ser imposta por Marcos Solano. Ele também costuma pagar o salário dos jornalistas com cheques pré-datados. Sem opção, o título passa às mãos de agiotas, que cobram altas taxas de desconto. Em determinadas oportunidades, os cheques sequer pertencem a Solano. São cheques de terceiros. Hoje, dia 13 de maio, os jornalistas que assinaram a rescisão no dia 3 de maio ainda não viram a cor do dinheiro referente ao mês de abril.
E essa situação não é por falta de ação do Sindicato. Em 18 de dezembro de 2009, alertado pelos trabalhadores, a denúncia chegou ao órgão competente: a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Paraná. Até hoje, no entanto, nenhum fiscal foi ao local de trabalho dos jornalistas para confirmar as denúncias. Agora, com a palavra, o Ministério Público do Trabalho!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Sindijor cobra anuidades com valor antigo e dá desconto para 2010

O Sindijor já está recebendo as anuidades dos associados para 2010. Como a Convenção Coletiva de Trabalho não foi homologada, estão sendo praticados os valores de 2009 e com descontos até 10 de fevereiro para pagamento à vista. Confira a tabela:
Anuidade de 2010 - R$ 235,32
Desconto à vista:
Até 10/01/2010 desconto de 15% (R$ 35,29) = R$ 200,03
Até 10/02/2010 desconto de 10% (R$ 23,53) = R$ 211,79
Mais informações pelo e-mail sindijor@sindijorpr.org.br

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Diploma - Jornalistas exigem em assembleia formação superior específica

Mais de 50 jornalistas passaram na assembleia de hoje. Plenário do Sindicato ficou lotado

Em decisão unânime, os jornalistas paranaenses, reunidos hoje em assembleia na sede do Sindijor, manifestaram que não aceitam a precarização da profissão e rejeitaram a proposta patronal de retirar da Convenção Coletiva de Trabalho a previsão de contratação exclusiva de jornalistas formados para atuar em atividades privativas em empresas de comunicação do Paraná. A decisão deve ser confirmada na assembleia local de Foz do Iguaçu, que será realizada hoje às 20h.
Com a decisão, os jornalistas paranaenses vão prosseguir lutando pelo fechamento da CCT nos termos já apresentados aos patrões na negociação do dia 3 de novembro: renovação da convenção coletiva atual, com a reposição da inflação do período (4,45%, segundo o INPC do IBGE) retroativa a 1º de outubro (nossa data base já está assegurada), além da abertura de um canal permanente para negociação mais ampla (hoje já previsto, mas solenemente ignorado pelos patrões).
Vale lembrar que a proposta pela renovação é a redução de outra, bem mais ampla que a atual, prevendo aumento real e vale alimentação. Ao aceitar uma proposta mais enxuta, os jornalistas pretendiam acelerar o fechamento da convenção para continuar a negociação de novas conquistas posteriormente. No entanto, neste período, os patrões, embalados pela toada do STF, viram uma oportunidade de apostar na ruína da profissão propondo a supressão da Cláusula 38 da Convenção.
Na assembleia de hoje, os jornalistas aprovaram uma mudança na redação da cláusula, de modo que não seja envolvida a decisão do Supremo (veja quadro abaixo), mas não abrem mão, em hipótese alguma, que as redações fiquem, ao gosto de Gilmar Mendes e do patronato, abertas a pessoas sem capacitação, capazes de se submeter a jornadas muito acima das 5 horas previstas em lei, recebendo salários inferiores ao piso da categoria, enfim, incapazes de se articular contra os abusos e desmandos patronais, acabando com o espaço dos profissionais e deteriorando a qualidade da informação.




Investida

Impulsionada pela decisão do Supremo, a ação patronal contra este pilar da regulamentação vem acontecendo em alguns Estados brasileiros que têm a garantia do diploma prevista na CCT dos jornalistas. No Ceará, numa negociação tensa, que incluiu até mesmo greve, os jornalistas conseguiram manter o diploma assegurado na convenção. Agora, no Paraná, os jornalistas já preparam ações para deixar claro ao patronato da mídia que não aceitam ser submetidos à precarização das condições de trabalho e virtualmente à ruína da profissão que representaria a abertura do mercado aos precários.

Veja a redação atual e a proposta:

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Em legítima defesa!


Eles querem acabar com o seu diploma: venha resistir na Assembleia da categoria

Quase dois meses depois de nossa data-base, os patrões insistem em propor perdas aos jornalistas na nossa Convenção Coletiva. Eles querem surrupiar o diploma, que consta da convenção como requisito para a contratação de pessoal nas TVs, rádios, jornais e revistas do Estado, o que vem desde antes da decisão do STF. Venha mostrar que estamos unidos pela formação superior específica participando da Assembleia Extraordinária, que acontece nesta quinta-feira, a partir das 13h, na sede do Sindijor. Temos de fazer a defesa da nossa profissão contra mais este assédio patronal.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Patrões dizem não, de novo! - Assembléias vão definir posição da categoria

Por uma questão política, os empresários de comunicação do Paraná insistem em retirar a exigência do diploma da Convenção Coletiva de Trabalho dos jornalistas. Foi o que revelou o representante dos dois sindicatos patronais, o advogado Roberto Santiago, durante a quarta rodada de negociações, que aconteceu na terça-feira, na sede do Sindijor. Os jornalistas que participaram do protesto contra o ministro Gilmar Mendes e acompanharam a reunião que ocorreu logo em seguida acabaram frustrados pela intransigência dos patrões. A posição dos donos dos veículos paranaenses explicita o que eles realmente desejam com a queda do diploma: desregulamentação da profissão e precarização das relações trabalhistas. Além disso, a posição dos empresários na mesa de negociação é bem diferente do que a postura que adotaram publicamente. Paulo Pimentel, proprietário do jornal o Estado do Paraná, ao assumir a presidência do Sindejor, declarou que só contrataria jornalista diplomado para trabalhar em sua empresa. E logo depois da decisão do STF, o jornal estampou um editorial que defendia a formação específica para o exercício da profissão. Já o presidente do Serti, o engenheiro e pai de uma jornalista, Roberto Lange, também já tinha manifestado posição favorável ao diploma na negociação de 2008. O que fez os patrões mudarem de lado? Seria a pressão do maior grupo de comunicação do estado, a RPC, que já demonstrou total desrespeito a categoria ao abrir seu “cursinho” Talento Jornalismo a não-diplomados na área? O Sindijor convoca seus associados para dizer “não” à proposta patronal na assembléia que convocará para a semana que vem. Queremos fazer valer não só o respeito à profissão, mas também legitimar o desejo da sociedade que em pesquisa realizada em 2008, pelo Instituto Sensus, demonstrou sua preferência pela obrigatoriedade da graduação para o exercício da profissão de jornalista. O resultado de tal pesquisa* apontou que 74,3% dos brasileiros são favoráveis ao Diploma.
* A pesquisa foi realizada de 15 a 19 de setembro, com dois mil questionários aplicados em cinco regiões brasileiras e 24 estados, com sorteio aleatório de 136 municípios pelo método da Probabilidade Proporcional ao Tamanho – PPT. A margem de erro é de mais ou menos 3%.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Terça intensa no Sindijor: protesto, negociação e cultura

Nesta terça-feira, quando se completam cinco meses da absurda decisão do STF sobre nosso diploma, os jornalistas do Paraná terão a oportunidade de protestar e fazer uma boa ação. O Sindijor vai promover a partir das 13h, na sua sede, a manifestação “Sapatada no Gilmar Dantas”. A idéia é que os jornalistas compareçam com um par de sapatos usados, para jogar no banner “Fora Gilmar Dantas”, repetindo o gesto do jornalista iraquiano Muntazar Al-Zaydi que, numa coletiva, arremessou a sua bota no George Bush. Os sapatos arrecadados serão repassados a uma instituição de caridade.
Negociação - Logo depois, às 14h, acontece mais uma rodada de negociação entre o Sindijor e os Sindicatos Patronais. O protesto servirá como um aviso aos patrões, tirar da nossa Convenção Coletiva de Trabalho justamente uma cláusula que obriga as empresas a contratarem jornalistas diplomados. Foi esta a última proposta apresentada por eles ao sindicato. Vamos mostrar a eles que nós não aceitamos precarizar nosso trabalho. Nenhum direito a menos!
Exposição - Ainda nesta terça, meia hora depois do protesto, no Sindijor acontece a abertura da exposição “Um olhar sobre a Terra Indígena de Mangueirinha”, da fotógrafa Josina Melo. O trabalho é resultado de pesquisa de um ano sobre os povos Kaigang e M’bya Guarani. A mostra, que ficará no Sindijor até 23 de dezembro, tem o apoio da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e da Ticcolor.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Na abertura da exposição de Josina Melo, no Sindijor, venha dar uma sapatada no Gilmar Mendes

Jornalista, enquanto nos mantemos coesos, tentando reverter no Congresso Nacional a perda da obrigatoriedade do diploma, vamos participar de uma “sapatada” no Gilmar Mendes. O evento lúdico-político de expressão da nossa revolta será na próxima terça-feira, às 13h, na sede do Sindijor. Traga um sapato velho para repetir o gesto do jornalista iraquiano Muntazar Al-Zaydi, que arremessou a botina em George Bush durante uma coletiva em Bagdá. Haverá um banner representando o presidente do STF, que relatou a lamentável decisão que acabou com a exigência do diploma, e nele os jornalistas poderão descontar sua insatisfação e revolta. Logo depois, será aberta a exposição “Índios do Paraná”, da fotojornalista Josina Melo, no saguão do Edifício Casa do Jornalista.
NegociaçãoOs patrões, na última mesa-redonda, voltaram a insistir na supressão da cláusula na nossa Convenção Coletiva que garante a exigência do diploma na contratação de profissionais pelos jornais, revistas, rádios e TVs do Estado. Diante desse ataque à formação específica em Jornalismo e do desrespeito à pauta de reivindicações — protocolada em 24 de agosto e que segue sem resposta efetiva —, mais do que nunca é hora de mostrarmos a indignação da categoria. Portanto, todos os jornalistas estão convidados a participar da próxima reunião de negociação, que está marcada para também para terça-feira, às 14h, na sede do Sindijor-PR. Nenhum direito a menos!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Trabalhadores param por aquilo que revolta também os jornalistas: descumprimento de CCT

Em São Paulo, trabalhadores da empresa de transporte urbano Sambaíba, responsável por 143 linhas de ônibus na região norte da capital paulista, realizaram na última quinta-feira uma paralisação por algumas horas. A razão: a empresa não quer cumprir cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho sobre vale-refeição e adiantamento salarial para acidentados no trabalho. Em Curitiba, trabalhadores da Companhia de Informática do Paraná (Celepar) prosseguem em greve desde quarta-feira passada, indignados com os constantes desrespeitos ao Acordo Coletivo de Trabalho fechado em junho. Entre os abusos aos direitos dos trabalhadores, estão violações aos auxílios creche e educação, além da implantação unilateral de um banco de horas pela empresa, cuja interpretação é sempre conveniente ao empregador. Os jornalistas têm sua convenção coletiva de trabalho desrespeita da dia a dia: salários abaixo do piso convencional, horas extras habituais e sem o devido adicional de 100% sobre a hora normal, ambientes insalubres para o trabalho (calor, falta de aeração, iluminação ruim) e móveis totalmente fora de qualquer padrão de ergonomia, causando com frequência doenças ocupacionais; nossa pauta para a nova CCT é desconsiderada, com uma contraproposta de perdas. Não será o momento de nos espelharmos nos companheiros de outras categorias que, país afora, dão uma resposta de consciência e mobilização aos patrões que só propõem supressão de direitos e desrespeito? Pense a respeito, mas desde logo se sinta convocado a participar da próxima sessão de discussão com os patrões sobre a CCT, que acontecerá no dia 17, às 14h, na sede do Sindijor-PR (rua José Loureiro, 211). Nenhum direito a menos!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Jornalista, vamos reafirmar diante dos patrões a defesa do diploma

Foto: Leandro Taques
Os patrões, na mesa-redonda de terça-feira, na SRTE, voltaram a insistir na supressão da cláusula na nossa Convenção Coletiva que garante a exigência do diploma na contratação de profissionais pelos jornais, revistas, rádios e TVs do do Estado. Diante desse ataque à formação específica em Jornalismo e do desrespeito à pauta de reivindicações — protocolada em 24 de agosto e que segue sem resposta efetiva —, mais do que nunca é hora de mostrarmos a indignação da categoria. Portanto, todos os jornalistas estão convidados a participar da próxima reunião de negociação, que está marcada para o dia 17 de novembro, às 14h, na sede do Sindijor-PR (rua José Loureiro, 211). Nenhum direito a menos!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Jornalistas e patrões voltam a se encontrar na próxima terça-feira

O Sindijor-PR e o Sindicato dos Jornalistas de Londrina voltam a se reunir com os patrões na próxima terça-feira, a partir das 10h, na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, em Curitiba, para mais uma rodada da negociação da Convenção Coletiva de Trabalho. No último encontro, a mesa-redonda da quinta-feira passada, os representantes patronais ficaram de avaliar a possibilidade de manutenção da Convenção Coletiva de Trabalho, com o repasse da inflação dos últimos 12 meses, medida pelo INPC/IBGE (4,54%), com o compromisso de discussão das demais reivindicações, para uma negociação permanente. A mobilização da categoria deve continuar e ser ampliada, para que não haja perdas de direitos e para que alcancemos novas conquistas. Nenhum direito a menos!