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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Jornalistas do MT entram em greve

Os profissionais da Folha do Estado (MT) decidiram entrar em greve no último sábado (26), contra a sobrecarga de trabalho e ao descumprimento do acordo de pagamento de salários atrasados, firmado entre a direção do jornal, o sindicato e os jornalistas, em assembleia na última segunda-feira (21). A direção do Sindjor-MT repudiou também os atrasos salariais no jornal Diário de Cuiabá. Os jornalistas de Mato Grosso preparam ‘twitaço’ e protestos, na web usando a ‘hashtag’ #JornalistasnaForca e irão também em frente ao jornal Folha do Estado. Acompanhe a manifestação no site: www.sindjormt.org.br.


Fonte: Sindjor MT

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Jornalistas pernambucanos em greve

Tudo começou em assembleia realizada na última segunda-feira (07), a continuidade ou não da paralisação ficou agendada para hoje (09) pela manhã, porém a reunião para decidir diretrizes da paralisação dos jornalistas de Pernambuco foi adiada. Isso devido ao convite vindo dos patronais para uma reunião. A assembléia foi remarcada para a próxima sexta-feira (11), ao meio dia, na sede do Sindicato dos Gráficos de Pernamabuco.

A greve dos jornalistas de Pernambuco iniciou dia 07 de novembro. Agora, com uma nova reunião marcada, os jornalistas esperam definir novos rumos. Segundo o site www.ombudspe.org.br, que cobre o andamento da paralisação, o principal entrave ao acordo é a chamada “cláusula do diploma”, que obriga empresas de comunicação a contratarem profissionais formados para as vagas de jornalistas. De acordo com o Sindicato dos Jornalistas do Estado de Pernambuco (SinjoPE), o patronato recusa-se a discutir esta condição.

Votação

Na votação, 117 presentes optaram pela greve, enquanto 24 posicionaram-se contra. A principal demanda do sindicato é a manutenção da cláusula que obriga a contratação de jornalistas com diploma. De acordo com o SinjoPE, as empresas de comunicação não tem demonstrado interesse em negociar. Durante o encontro, os jornalistas também manifestaram apoio aos gráficos, que estão em greve desde a última sexta-feira (04) e que recentemente foram chamados para negociar a volta ao trabalho, mas que já afirmaram que mantém os braços cruzados se o pessoal da redação resolver mesmo parar.

Segue entrevista ao site OmbudsPE, de Cláudia Eloi, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado de Pernambuco, explicou a atual situação dos jornalistas pernambucanos (esta entrevista foi publicada na segunda-feira 04 – antes da assembleia de hoje, porém vale como referência para as mesmas reivindicações em outros estados).

OmbudsPE- Por que os jornalistas decidiram pelo estado de greve?

Cláudia Eloi- Pela intransigência dos patrões. Eles só oferecem a inflação (7,32%) e insistem em retirar a cláusula do diploma em nosso acordo coletivo.

OmbudsPE - E o que os jornalistas querem?

Cláudia Eloi- Queremos negociar. Os gráficos (que estão de braços cruzados desde a última sexta-feira, dia 4) estão dando o exemplo de que unidos eles são respeitados.

OmbudsPE - Se eventualmente a categoria resolver pela paralisação, vai ser fundamental o apoio da sociedade. Como vocês esperam dialogar com as pessoas se a greve de vocês não sai no jornal?

Cláudia Eloi - Vamos usar os meios que dispomos. A tribuna da Assembleia Legislativa, da Câmara do Recife, vamos para as ruas e usar as redes sociais. Mas a greve é se eles não quiserem negociar. Teremos nova assembleia com a categoria na quarta-feira para decidir os rumos do movimento.

OmbudsPE – Você acredita em algum fato novo daqui pra quarta-feira? Acha que o patronato vai negociar nesses dois dias?

Cláudia Eloi - Tudo é possível. Vale salientar que estávamos negociando na DRT e o mediador de lá, Dr. Francisco, disse que não há condições mais de ser o mediador, porque os patrões não queriam ceder em nada. Eles não querem analisar nenhum item de nossas propostas. Apenas retirar a cláusula do diploma e oferecer a inflação. Isso não é negociar.

OmbudsPE – Em 1990 houve um movimento histórico em Pernambuco que desencadeou numa greve de 14 dias de gráficos, jornalistas e radialistas. Você acha que a categoria está fortalecida para um movimento daquele tamanho?

Cláudia Eloi - Os tempos são outros. A gente sabe disso. Mas nunca deve subestimar uma categoria que vem dando seu suor o tempo todo e não tem nenhum reconhecimento numa negociação. Os gráficos estão aí para mostrar isso. Volto a insistir. Queremos negociar de verdade.

SindiGraf-PE volta ao trabalho, mas se solidariza com os jornalistas

Os gráficos, que haviam parado há cinco dias, retornaram ao trabalho após acordo com as empresas e conseguirem um aumento de 10% para todos os profissionais dos jornais, pagamentos pelos dias de trabalho e a garantia de que não haverá represálias aos grevistas. “Fomos vitoriosos”, disse Iraquitan Silva, presidente do SindGraf-PE, explicando que “durante todos estes dias, pudemos ter a experiência da luta dos trabalhadores contra o capital. As empresas gastaram muito, trouxeram gente de outros estados para furar nossa greve, colocaram jornais horríveis nas ruas, mal impressos. No final, nós vencemos e também o povo pernambucano, que tem novamente jornais de qualidade nas bancas”. Porém o presidente do Sindicato afirmou manter o compromisso de solidariedade com os jornalistas ainda em campanha salarial. “Sabemos da importância que tem a união e compreendemos que nosso movimento foi importante para a decisão do estado de greve nos colegas das redações. Se eles resolverem que tem que parar, pararemos juntos.”

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

As greves, a mídia e o "teto de vidro"

O ano de 1968 foi considerado o "orgasmo da história" em virtude da onda de manifestações que eclodiram por todo mundo. No mesmo ano, Martin Luther King – ativista dos direitos civis nos Estados Unidos – foi assassinado. Em abril, dias antes do crime, ele liderou uma marcha em apoio a uma greve de 1,3 mil funcionários negros da limpeza pública por melhores condições de trabalho e salários decentes.

Na ocasião, a paralisação dos trabalhadores já durava cerca de dois meses e a marcha foi reprimida com violência dos órgãos repressores do Estado. Luther King dizia que a "greve é a linguagem dos não-ouvidos". Linguagem é comunicação e, quando falamos em greve, a comunicação tem um papel fundamental e os meios que propagam informação devem agir com responsabilidade.

Deixando 1968 na história e voltando ao presente, vivenciamos uma espécie de "catarse coletiva" de mobilizações em todo o País, com greves nacionais como a dos bancários e dos Correios, paralisações de professores em Minas Gerais e Ceará e, aqui no Paraná, a recente mobilização dos servidores da UFPR (Universidade Federal do Paraná). Como de praxe - ainda que de forma velada - a mídia vem fazendo sua ofensiva diante das greves.

Nenhum meio de comunicação (seja ele grande, de circulação nacional, ou regional e local, que reproduz as mesmas visões e juízos) ataca de forma direta o direito de greve. Não pela falta de vontade em si, mas por não terem coragem de investir contra um direito que foi conquistado ainda no século 19, com o esforço, sacrifício e sangue de trabalhadores.

Como não podem atacar o direito constitucional de greve fazem ofensivas direcionadas em cada paralisação, especialmente quando as greves acontecem no setor público. É raro (quase surreal) quando a mídia admite que uma greve é justa. Para ela, todas as mobilizações são "abusivas" e foco da cobertura está sempre nas pessoas prejudicadas (o usuário/consumidor) e nunca no trabalhador grevista.

A maneira pejorativa que são tratadas as greves por vezes beira a ingenuidade quando o receptor da informação é alguém que tem uma mínima noção de como funciona a relaçãoempregador/empregado e de como se dá a luta de classes em nossa sociedade. Seja no espaço maior dado ao empregador, seja na ausência do aprofundamento das pautas dos trabalhadores ou ainda na tentativa maldosa de sempre jogar grevistas contra a população.

Direito constitucional

A greve é um direito assegurado na Constituição. É importante (e um dever) que a imprensa se preocupe com a população de uma maneira geral, mas não pode agir de forma irresponsável, incitando a ira do trabalhador/usuário contra trabalhador/servidor, que pode e deve fazer o uso das ferramentas que disponibiliza para buscar seus direitos (ferramentas que são poucas diante do capital).

Apesar de ser um direito que deixou de ser criminalizado há mais de meio século pra entrar na ordem constitucional, a imprensa (com raras exceções) continua a "marginalizar" grevistas. Já o Estado - que serve ao sistema e atua em sintonia com esses meios - sempre tentou indiretamente, por meio de leis ordinárias, reprimir esse direito. Na ditadura aconteciam as intervenções aos sindicatos, as demissões em massa e prisões. Ainda nesse campo histórico, a greve foi uma das bandeiras dos trabalhadores na Constituinte de 1986, assegurada em definitivo na redação do artigo 9º da Constituição Federal de 1988.

Ficando claro que a paralisação é um direito, vamos a outros fatos (nem sempre pautados): a atual legislação obriga a publicação de editais de greve com 72 horas de antecedência das paralisações. Após a publicação, o Ministério Público do Trabalho ingressa com um pedido de liminar sobre a greve. Antes mesmo da greve se iniciar os Tribunais Regionais do Trabalho concedem liminares exigindo que determinada porcentagem dos trabalhadores permaneçam nos postos, assegurando o atendimento dos serviços considerados "inadiáveis". Diante disso também são estabelecidas multas diárias se os sindicatos descumprirem ordens judiciais, em multas e percentuais que variam de acordo com cada região.

Voltando a atual conjuntura da relação empregador/empregado, estamos assistindo uma retomada gradativa da capacidade de luta do movimento sindical - ainda tímida em relação a outras épocas - onde acompanhamos algumas conquistas de aumentos reais e recuperação de perdas acumulada nos últimos anos. Mas - paralelo a essa tímida retomada de luta - vemos uma campanha (nada tímida) de grandes veículos de comunicação que seguem jogando a população contra grevistas, não permitindo que essa mesma população entenda as reivindicações desses trabalhadores.

Concluindo meu raciocínio, faço aqui o papel de "advogado do diabo", tentando explicar essa relação da mídia e as greves: nessa complexa relação teriam os meios de comunicação o complexo do "teto de vidro"? Afinal, que moral alguns órgãos de imprensa teriam de propagar que uma greve é justa, destacando questões como precarização do trabalho e direito dos empregados (chamados também de "colaboradores"), quando esses meios não são os melhores exemplos para o assunto dentro de seus próprios currais?


Texto: Júlio Carignano

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Greve dos Correios

Nesta sexta feira (23) a greve dos Correios voltou às ruas. Em seu 10º dia de paralisação os trabalhadores organizaram uma caminhada pelo centro de Curitiba. A concentração iniciou na Praça Santos Andrade, às 14 horas, depois partiu para o calçadão da Rua XV, até a Boca Maldita. Segundo a Federação dos trabalhadores, a resposta da categoria é na prática, com o aumento de funcionários parados. Em todo o Brasil é registrada grande adesão de trabalhadores ao movimento. Mesmo assim, a empresa insiste em afirmar que apenas 23% dos trabalhadores aderiram à greve.

No Paraná, os 70% dos trabalhadores da área operacional, mais de 2.500 funcionários, que iniciaram a paralisação, continuam de braços cruzados. “Vamos enfrentar a intransigência da empresa que se nega a negociar. Só voltaremos ao trabalho depois que seja apresentada uma proposta que atenda as nossas reivindicações”, finaliza Luiz Antonio
.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Dentistas preparam greve

Diante da intransigência da administração de Curitiba, os cirurgiões-dentistas preparam greve para amanhã, quinta feira (22), a partir das 8h em frente à prefeitura. A principal reivindicação é isonomia em relação aos médicos do município. Segundo o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (SISMUC) a disparidade entre as duas categorias é clara, basta fazer um simples comparativo, onde – no mesmo edital de contratação, com ambas as classes partindo de um mesmo salário base – o médico recebe 4 mil reais por 20 horas semanais e o dentista 2 mil reais pelo mesmo tempo de trabalho. Essa disparidade está na soma do IDQ (Incentivo ao Desenvolvimento de Qualidade) e na Gratificação de Risco.



A greve de amanhã é por tempo indeterminado e as negociações devem se estender pelo próximo mês. O SISMUC encaminhará duas propostas à administração de Curitiba e espera um diálogo avançado. A principal divergência está no fato da administração manter a diferenciação entre as profissões.



BASTIDORES



Ontem, por volta das 22h os manifestantes conversavam dentro do prédio público – Prefeitura Municipal de Curitiba. Enquanto a papo rolava nas partes internas do estabelecimento, o pessoal do megafone não deixava barato. Com palavras de ordem e música alta, escutavam-se as reivindicações dos funcionários públicos.



Um fato chamou a atenção! Num determinado momento o ‘mestre de cerimônia’ começou a gritar: “mas o que é isso prefeito, não podemos comer dentro da prefeitura? Mas essa não é a casa do povo?”. Explicamos o fato: o que aconteceu foi que devido ao período em que os funcionários estavam no prédio, sentiram fome e pediram pizza. Porém, o pedido de pizza acabou em ‘pizza’, já que a guarda municipal barrou o entregador.



Fiquem por dentro da greve no site: http://www.sismuc.org.br/

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

CORREIOS: trabalhadores devem aprovar paralisação

Seguindo orientação nacional, greve pode iniciar a partir de quarta feira, dia 14, nos Correios do Paraná. Na noite de amanhã (13), a partir das 19 horas, a categoria deve aprovar a paralisação por tempo indeterminado e seguir o indicativo de greve aprovado desde o último dia 23 de agosto pelo Comando de Mobilização Nacional. A greve nas atividades operacionais inicia a partir da zero hora de quarta-feira.

IMPASSE

Os trabalhadores continuam rejeitando a proposta de reajuste salarial da empresa de 6,87%. Além do índice apresentado não repor a inflação do período, entre agosto de 2010 e julho de 2011, que é de 7,16%, ele também seria aplicado na base de reajuste dos benefícios da categoria, o que aumentaria o vale-alimentação, por exemplo, em apenas R$ 1,50, passando para R$ 24,50.

A reivindicação exige contratação de mais funcionários; melhores condições de trabalho; piso salarial de R$ 1.635,00; o pagamento das perdas salariais de 24,76%, acumuladas entre 1994 a 2010; vale-alimentação de 30 reais; e a redução da jornada dos atendentes para 06 horas. O Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR) aguarda mais de mil trabalhadores em Curitiba, Cascavel, Foz do Iguaçu, Londrina, Maringá e Ponta Grossa.

A GREVE

O movimento deve começar com adesão de cerca de 70% dos trabalhadores da área operacional dos Correios, o que inclui os atendentes, carteiros e operadores de triagem e transbordo. O movimento também é uma resposta à aprovação no Congresso da Medida Provisória 532, que transforma a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos em Sociedade Anônima (S/A). Na avaliação dos trabalhadores, os Correios do Brasil S/A, nome com o qual a ECT passará a ser chamada, abre caminho para as terceirizações dos serviços e à privatização da empresa.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Jornalistas e gráficos do Diário Popular declaram greve; proprietária dá lockout

Assembleia dos jornalistas, gráficos e demais trabalhadores da Editora Diário Popular, hoje, em conjunto do Sindijor e Sintrag, decidiu pela greve a partir da próxima segunda-feira, para atender a exigência legal do aviso prévio de 48 horas, e concomitantemente autorizou os dois sindicatos a ingressar com ações coletivas cobrando os salários atrasados. Os trabalhadores não haviam recebido até ontem 25% do salário de julho e estão sem o adiantamento salarial de agosto. A empresa estaria em estado de insolvência, com dívidas com o INSS e FGTS. A intenção declarada pela proprietárias, Soraya e Cristina Kudri, era de encerrar as atividades e dispensar todos os empregados no dia 31 de agosto. Segundo os planos anunciados pelo Diário Popular, os trabalhadores teriam que apresentar as carteiras de trabalho para fazer a baixa, mas não receberiam as verbas rescisórias, que seriam pagas posteriormente. Tentativas de vender a empresa – como a anunciada para o empresário Joel Malucelli – acabaram frustradas, e não estava descartada a possibilidade de a empresa recorrer à recuperação judicial. No final da tarde, Soraya e Cristina Kudri, sabendo da decisão dos trabalhadores, ordenou o fechamento da empresa, que não poderá publicar a edição desta sexta, criando lockout (prática proibida pelo art. 17 da Lei 7783/89 e pela CLT, art. 722), inviabilizando o direito de os trabalhadores exigirem seus direitos por meio da greve (constitucionalmente garantido) e frustrando o atendimento das demandas.