Mostrando postagens com marcador Movimentos sociais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Movimentos sociais. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 28 de março de 2012

Comissão da Verdade já!

Movimentos sociais, sindicatos e partidos de esquerda voltam à Boca Maldita para exigir Comissão da Verdade. Amanhã (29), às 17h, está marcada uma nova manifestação pela instalação imediata da Comissão da Verdade. Os manifestantes também vão convidar a população para o lançamento do Fórum Paranaense de Resgate da Verdade, Memória e Justiça, que acontece no dia 12 de abril, no Teatro da Reitoria da UFPR.

Na última segunda (26), diversas organizações sindicais e populares ocuparam a Boca em ato semelhante. Em Fortaleza, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e Belém ocorreram ações diante de residências e locais de trabalho de ex-policiais e ex-militares acusados de tortura, estupro e assassinato de presos políticos durante a ditadura militar (1964-1985). Tais ações, organizadas pelo Levante Popular da Juventude, contaram com o apoio de sindicatos e partidos de esquerda. Em Curitiba, foram expostos banners com o nome dos mais violentos torturadores que atuaram no Paraná. Alguns jovens declamaram poemas em homenagem a militantes torturados e assassinados pela ditadura.

A Comissão da Verdade foi criada no final do ano passado, mas o governo federal ainda não a instituiu oficialmente. Essa demora, na visão dos movimentos, permite que os clubes militares e outros grupamentos que sustentaram o golpe e participaram da repressão se manifestem de forma cada vez mais agressiva contra a sua instalação. Também nesta quinta, o Clube Militar do Rio de Janeiro promove mais um evento para comemorar o golpe de 64 e reafirmar sua posição contra as investigações. O Cel. Brilhante Ustra, notório torturador, é um dos organizadores da comemoração.

Para as organizações de esquerda, mesmo passados quase 30 anos, é preciso que o Brasil inicie o processo de apuração e punição dos crimes, como vem sendo feito na Argentina, no Chile, no Uruguai, entre outros países.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Foz do Iguaçu: jornalismo na escola

Cerca de 60 alunos das 4ª séries da Escola Erico Veríssimo participam de oficina promovida pela Guatá (Cultura em Movimento) e Megafone (Rede Cidadania na Comunicação). Como resultado da atividade os estudantes produziram um jornal mural narrando como viam as Cataratas do Iguaçu. Os alunos levantaram quais assuntos seriam mais interessantes para as pessoas que ainda não conhecem as Cataratas. Após separar os temas e os grupos, os alunos descreveram o atrativo com auxilio de recortes de jornais, fotografias, canetinhas e lápis de cor. As professoras acompanharam todo o processo e auxiliaram no andamento da narrativa. Clique aqui e confira o texto.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Marco Regulatório: última semana para contribuições

A consulta pública sobre o marco legal das comunicações recebe contribuições até o dia 7 de outubro. A discussão abrange os 20 pontos essenciais elaborados pelo Fórum Nacional pela Democratização (FNDC) para uma ‘nova era’ na comunicação no Brasil. O objetivo deste debate é contribuir com o Governo Federal na revisão do conjunto de regras que regem o setor de comunicação no país através de ampla discussão da sociedade civil organizada.

O lançamento da plataforma possui 11 princípios e objetivos, além de 20 diretrizes que abrangem regulamentação de infraestrutura dos sinais, garantia de acesso aos serviços e questões referentes aos conteúdos veiculados. Temas como direitos autorais, direitos e deveres dos usuários na internet e nova lei de imprensa não entraram no documento porque já estão sendo tratados por mecanismos específicos. Para participar da consulta, clique aqui

Para apoiar a plataforma, a pessoa física ou a entidade deve enviar um e-mail para imprensa@fndc.org.br, solicitando que conste seu nome (e/ou entidade como apoiador).

Fonte: http://www.fndc.org.br/

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

FENAJ – Agenda para mobilização (5 de outubro)

Aprovar as PECs do Diploma é a luta de todos os jornalistas. E tem data marcada: 5 de outubro. A agenda inicia às 8h na sede da FENAJ para definir detalhes da mobilização e seguir em direção ao Congresso. Às 9h está marcada audiência com o senador José Pimentel (PT-CE) – líder do governo no Congresso. Depois, às 10h a comitiva se divide e os representantes irão visitar os parlamentares de suas respectivas regiões (objetivo é mobilizar para a votação das PECs no Senado e na Câmara Federal, além da adesão à Frente Parlamentar. A partir da tarde – 14h – haverá continuidade da mobilização, com a integração dos estudantes e professores da CEUB (Centro Universitário de Brasília). No fim do dia – 18h – será lançada a Frente Parlamentar Mista em Defesa do Diploma de Jornalista, no Plenário 5 da Câmara dos Deputados. Para os que ainda não confirmaram presença, entrem em contato no fenaj@fenaj.org.br (A/C Meire), com cópia para valci@fenaj.org.br

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Entidades criam comitê no PR para apoiar vítimas do terremoto no Haiti

Foto: Caio Guatelli/Folha Imagem
Soldados brasileiros atendem vítimas do terremoto em instalação improvisada em base do Exército brasileiro, em Porto Príncipe, capital do Haiti



Um grupo de entidades governamentais, movimentos sociais e instituições da sociedade civil reuniu-se nesta quinta-feira (14/1) em Curitiba para debater ações de mobilização em apoio às vítimas do terremoto que atingiu nesta semana o Haiti.

Durante a reunião, realizada na sede da Casla (Casa Latino-Americana), decidiu-se pela criação de um Comitê Permanente de Emergências para a América Latina, para coordenar ações coletivas em resposta a tragédias como a vivida agora pela população haitiana.

Como até o momento a coordenação nacional da Defesa Civil não recomenda a arrecadação de donativos —por dificuldades de logística de transporte e distribuição de suprimentos no Haiti —, o comitê paranaense optou por arrecadar doações em dinheiro às vítimas do terremoto no país do Caribe.

As doações podem ser feitas através de depósitos em conta corrente da Caixa Econômica Federal (agência 1633, conta 207-0) ou do Banco do Brasil (agência 3007-4, conta 28267-7).

Ambas as contas correntes estão registradas em nome da Ação Social do Paraná - Cáritas Arquidiocesana de Curitiba, e têm o aval das entidades que compõem o comitê.

Estiveram presentes à primeira reunião do comitê representantes do Ministério das Relações Exteriores, Defesa Civil do Paraná e de Curitiba, Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, Pastoral do Migrante, Casla, Cáritas, Cefuria, Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná, Sindicato dos Engenheiros do Paraná, PT Curitiba, DHPaz, Ação Social do Paraná, Instituto RPC e OAB, entre outras.

As entidades e pessoas interessadas em participar do Comitê Permanente de Emergências para a América Latina, ou em contribuir com posteriores campanhas de arrecadação de donativos, podem se cadastrar através do endereço www.casla.com.br, ou entrar em contato pelo e-mail contato@casla.com.br.

Em seu endereço na internet (www.defesacivil.pr.gov.br), a Coordenação Estadual da Defesa Civil também está cadastrando voluntários interessados em atuar no apoio às vítimas do terremoto.



Informações à imprensa:
(41) 3013.7570 (Casla)


Contas para receber doações do Paraná às vítimas do terremoto no Haiti:

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
AG. 1633
C/C 207-0
CNPJ. 76.712.918/0001-25
AÇÃO SOCIAL DO PARANÁ
CÁRITAS ARQUIDIOCESANA DE CURITIBA

BANCO DO BRASIL
AG. 3007-4
C/C 28267-7
CNPJ. 76.712.918/0001-25
AÇÃO SOCIAL DO PARANÁ
CÁRITAS ARQUIDIOCESANA DE CURITIBA

domingo, 23 de agosto de 2009

Leia notas do MST e da CUT sobre assassinato de trabalhador rural no RS

Do site do MST:

Nota pública sobre o assassinato de Elton Brum pela Brigada Militar do RS

21 de agosto de 2009

NOTA PÚBLICA SOBRE O ASSASSINATO DE ELTON BRUM PELA BRIGADA MILITAR DO RIO GRANDE DO SUL

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra vem a público manifestar novamente seu pesar pela perda do companheiro Elton Brum, manifestar sua solidariedade à família e para:

1. Denunciar mais uma ação truculenta e violenta da Brigada Militar do Rio Grande do Sul que resultou no assassinato do agricultor Elton Brum, 44 anos, pai de dois filhos, natural de Canguçu, durante o despejo da ocupação da Fazenda Southall em São Gabriel. As informações sobre o despejo apontam que Brum foi assassinado quando a situação já encontrava-se controlada e sem resistência. Há indícios de que tenha sido assassinado pelas costas.

2. Denunciar que além da morte do trabalhador sem terra, a ação resultou ainda em dezenas de feridos, incluindo mulheres e crianças, com ferimentos de estilhaços, espadas e mordidas de cães.

3. Denunciamos a Governadora Yeda Crusius, hierarquicamente comandante da Brigada Militar, responsável por uma política de criminalização dos movimentos sociais e de violência contra os trabalhadores urbanos e rurais. O uso de armas de fogo no tratamento dos movimentos sociais revela que a violência é parte da política deste Estado. A criminalização não é uma exceção, mas regra e necessidade de um governo, impopular e a serviço de interesses obscuros, para manter-se no poder pela força.

4. Denunciamos o Coronel Lauro Binsfield, Comandante da Brigada Militar, cujo histórico inclui outras ações de descontrole, truculência e violência contra os trabalhadores, como no 8 de março de 2008, quando repetiu os mesmos métodos contra as mulheres da Via Campesina.

5. Denunciamos o Poder Judiciário que impediu a desapropriação e a emissão de posse da Fazenda Antoniasi, onde Elton Brum seria assentado. Sua vida teria sido poupada se o Poder Judiciário estivesse a serviço da Constituição Federal e não de interesses oligárquicos locais.

6. Denunciamos o Ministério Público Estadual de São Gabriel que se omitiu quando as famílias assentadas exigiam a liberação de recursos já disponíveis para a construção da escola de 350 famílias, que agora perderão o ano letivo, e para a saúde, que já custou a vida de três crianças. O mesmo MPE se omitiu no momento da ação, diante da violência a qual foi testemunha no local. E agora vem público elogiar ação da Brigada Militar como profissional.

7. Relembrar à sociedade brasileira que os movimentos sociais do campo tem denunciado há mais de um ano a política de criminalização do Governo Yeda Crusius à Comissão de Direitos Humanos do Senado, à Secretaria Especial de Direitos Humanos, à Ouvidoria Agrária e à Organização dos Estados Americanos. A omissão das autoridades e o desrespeito da Governadora à qualquer instituição e a democracia resultaram hoje em uma vítima fatal.

8. Reafirmar que seguiremos exigindo o assentamento de todas as famílias acampadas no Rio Grande do Sul e as condições de infra-estrutura para a implantação dos assentamentos de São Gabriel.

Exigimos Justiça e Punição aos Culpados!

Por nossos mortos, nem um minuto de silêncio. Toda uma vida de luta!

Reforma Agrária, por justiça social e soberania popular!

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra





Do site da CUT:

Nota oficial da direção nacional da CUT:

A CUT Nacional repudia o horror praticado pela Brigada Militar do Rio Grande do Sul nesta sexta, dia 21. O assassinato do trabalhador sem-terra Elton Brum da Silva, durante a desocupação da fazenda improdutiva Southall, em São Gabriel, é uma barbárie de grandes proporções, típica da filosofia do governo tucano no Rio Grande do Sul, que trata o povo a pontapés e criminaliza os movimentos sociais.

Os culpados não podem ficar impunes. O episódio, mais um numa triste sequência histórica, deve servir de exemplo para que o Brasil acabe de vez com essa obscura forma de lidar com os conflitos sociais.

Defendemos a reforma agrária como forma legítima de distribuição de renda, justiça social e combate ao latifúndio. Queremos ver banidos da política administradores públicos que colocam o aparato do Estado para atacar, ferir e matar trabalhadores.

Artur Henrique, presidente nacional da CUT

* Veja fotos do corpo de Elton Brum