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sexta-feira, 23 de março de 2012

CONVOCAÇÃO GAZETA DO POVO

Convocação para reunião no Sindijor-PR

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor-PR), na condição de entidade de defesa dos valores materiais e morais da categoria no Estado, tendo em vista ter recebido da direção da Gazeta do Povo um pedido para renovar o banco de horas, instrumento definido em Acordo Coletivo de Trabalho em abril de 2009, válido por dois anos e que teve seu período e validade vencidos em janeiro de 2011, vem a público convocar os jornalistas da Editora Gazeta do Povo (inclusive aqueles que prestam serviços sem vínculos empregatícios – os chamados frilas fixos e identificados pela menção: especial para a Gazeta do Povo) para reuniões nas quais pretende-se analisar o modelo adotado e em vigência (mesmo vencido, continuou em funcionamento), e discutir possíveis melhorias no instrumento normativo.

Mesmo sabendo que o discurso da direção do GRPCOM aponta a Gazeta do Povo como a empresa do Grupo com pior desempenho econômico, o Sindijor-PR considera que os jornalistas daquela empresa já deram toda a contribuição possível para melhorar essa situação, ao construir conteúdo de qualidade e abrir mão de receber horas extraordinárias até a nona laborada.

No que concerne ao modelo administrativo, a direção do Sindijor-PR compreende ter chegado a hora de a empresa reconhecer esse esforço dos trabalhadores. Se até o momento não houve contrapartida da empresa, nada mais os trabalhadores podem fazer. Afinal, desde que foi implantado o sistema, nada se propôs de novo e, os administradores seguem afirmando não haver condições de melhoria.

Mesmo assim, o Grupo repassou aos ocupantes dos mais altos cargos da redação valores consideráveis, a título de participação nos resultados, se esquecendo que o jornalismo é um trabalho coletivo e que todos deveriam fazer jus a tal reconhecimento.

Sendo assim, o Sindicato dos Jornalistas convoca para a próxima quarta-feira, dia 28 de março de 2012, às 12h30, em primeira convocação, e às 13h, em segunda convocação (com qualquer quórum), uma reunião dos trabalhadores jornalistas para discutir mudanças no banco de horas.

Curitiba, 23 de março de 2012

Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná

Gestão: “Sindicato é uma questão de Classe!”

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Gratificação da Gazeta do Povo: Sindijor vai pedir execução imediata

O Sindijor vai requerer ao juízo da 15ª Vara do Trabalho de Curitiba que execute imediatamente a sentença contra a Gazeta do Povo na ação em que a empresa foi condenada por ter suprimido indevidamente, em 2002, a gratificação de aniversário, equivalente a um 14º salário, paga todos os anos aos empregados no mês de fevereiro. Após ser condenada em todas as instâncias, a empresa continua com sua conduta manifestamente protelatória, usando de todos os meios para retardar o pagamento do valor devido aos jornalistas que têm direito ao benefício. Na quinta-feira passada e hoje (1º), o Sindijor – substituto processual dos trabalhadores na ação – foi chamado juntamente com a empresa para audiências de conciliação na Justiça do Trabalho. A Gazeta, tentando novamente protelar o pagamento, pediu mais tempo para analisar os dados dos cálculos apresentados em 2007 e atualizados na semana passada. O Sindicato não aceitou novo adiamento e vai entrar com pedido, junto ao juízo da 15ª Vara, para execução imediata da sentença.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

“14º salário”: vitória dos jornalistas, fim de linha para a Gazeta do Povo

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) acaba de julgar improcedente um agravo de instrumento da Editora Gazeta do Povo, na ação em que o Sindijor, como substituto processual, reivindicava aos jornalistas da empresa a volta do pagamento da gratificação de aniversário, suspensa por decisão da editora em 2000. A decisão de primeiro grau, já favorável à reimplantação do chamado “14º salário” aos jornalistas que o tivessem recebido ao menos uma vez, fora confirmada em 2005 pelo Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região, mas o recurso ao TST ainda deixava uma pendência sobre a demanda. O acórdão, relatado pela ministra Maria de Assis Calsing, declarou que “está o sindicato legitimado para, em Juízo, postular, na condição de substituto processual, nos termos do que dispõe o art. 8.º, III, da Constituição Federal, direitos individuais homogêneos, subespécie de direitos coletivos, em nome de seus associados e não associados, independentemente da apresentação do rol de substituídos”. A decisão do TST demonstrou que a gratificação não poderia ser suprimida pela empresa, visto que “a verba em comento, devido ao seu caráter habitual, passou a integrar o contrato de trabalho dos empregados, não mais podendo ser suprimida de forma unilateral, na forma do art. 468 da CLT”. “Foi uma vitória muito importante para os jornalistas e para o Sindicato. A empresa de forma unilateral suprimiu uma garantia dos jornalistas concedida há mais de 10 anos. Conseguimos comprovar que esta supressão era indevida, pois estava inserida no contrato de trabalho dos jornalistas”, disse o advogado Christian Mañas, do Escritório Sidnei Machado Advogados Associados, que presta assessoria jurídica ao Sindijor e representou o sindicato na ação. Com a decisão, a ação deve retornar à vara de origem (15ª Vara do Trabalho de Curitiba) para que se inicie a execução definitiva dos valores. No curso desta ação, a empresa, vendo que sairia perdedora e devedora de um montante razoável, passou a pressionar jornalistas a desistir da pretensão, o que levou o Sindijor a denunciar o caso ao Ministério Público do Trabalho.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Gazeta do Povo condenada - Justiça reconhece tunga milionária em jornalistas

Clique na figura abaixo para ler o acórdão da Terceira Turma do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná que confirmou decisão de primeira instância condenando a Editora Gazeta do Povo a restabelecer o pagamento da gratificação de aniversário – paga como um "14º salário", nos meses de fevereiro e subitamente suspensa em 2002 – aos jornalistas que a receberam pelo menos uma vez. Na ação, que a empresa conseguiu arrastar até o Tribunal Superior do Trabalho para protelar a condenação, já foram apurados valores devidos aos jornalistas de mais de R$ 1 milhão. Como a soma é alta, dirigentes da empresa perderam a cabeça e passaram a usar métodos espúrios para constranger os jornalistas a desistir do pleito.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Sindijor confirma assédio moral na Gazeta do Povo

O Sindijor formalizará amanhã representação no Ministério Público do Trabalho contra a direção da Gazeta do Povo por prática de assédio moral. Denúncias chegaram ao Sindicato apontando que jornalistas estariam sendo coagidos pela direção da empresa a retirar seus nomes da ação movida pelo Sindijor que tramita no Tribunal Superior do Trabalho pedindo que fosse reconhecido o direito à gratificação de aniversário (equivalente a um 14º salário) que a empresa pagou aos funcionários por 15 anos, sempre nas comemorações pela fundação do jornal, e que subitamente foi suspensa em 2002. O pedido foi considerado procedente em primeiro grau e confirmado pela Terceira Turma do Tribunal Regional do Trabalho em dezembro de 2005.
Diretor de Redação faz o “trabalho sujo” - Ontem, o Sindicato solicitou reunião com o diretor de Recursos Humanos do Grupo RPC, William Zampini. Durante a conversa, Zampini confirmou que o diretor de Redação da Gazeta, Nelson Souza Filho, está conversando com os jornalistas e pedindo para que eles “repensem sua participação nessa ação”. Surpreende ao Sindijor esse ato de assédio moral explícito, que fica evidente ao colocar-se um superior a solicitar de empregados sob sua responsabilidade que abram mão de um direito já reconhecido pela Justiça (a causa foi ganha nas duas instâncias). Para o Sindicato, é um desrespeito à decisão judicial e um grave ataque ao direito do cidadão em exigir, por meio do Poder Judiciário, um direito decorrente da relação de trabalho. A empresa não tem esse direito, e o Sindicato orienta seus associados a desconsiderar qualquer iniciativa nesse sentido, lembrando que, ao se colocar como autor, foi justamente para evitar esse tipo de pressão. O Sindijor ainda exige do diretor da Gazeta do Povo, Nelson de Souza Filho, que respeite a entidade autora da ação.