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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

RTVE demite 8 jornalistas; Sindijor repudia e vê palavra descumprida

O compromisso assumido pelo secretário de Cultura do Paraná, Paulino Viapianna, em reunião realizada com uma comissão de jornalistas da Rádio e Televisão Educativa do Paraná, no último dia 20 de dezembro, durou pouco mais de um mês.

Ontem (27), foram demitidos oito jornalistas da emissora estatal. Cinco deles contratados através da Fundação da Universidade Federal do Paraná para o Desenvolvimento da Ciência, da Tecnologia e da Cultura (Funpar), dois comissionados e um que recebia por cachê.

Apesar de empenhar palavra de que não haveria demissões no curto prazo e argumentar que seriam promovidas alterações apenas de caráter editorial no jornalismo da TV, o que se confirmou por meio do presidente da emissora, Paulo Vittola, indicado por Viapianna, foi uma série de demissões arbitrárias.

O compromisso não foi cumprido. Será esse o "novo Paraná" de Beto Richa? O Sindijor repudia toda e qualquer demissão, um ato de violência. Esse não é o procedimento democrático que se espera de uma administração pública transparente.

O Sindicato vai lutar pela realização imediata de um concurso público para contratação de jornalistas, seleção que não ocorre no Paraná desde 1984. Outra obrigação do atual governo é respeitar as resoluções da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) e instituir um Conselho para debater publicamente a programação e a gestão da TV e da Rádio Educativa.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Rádio e TV Educativa: propostas e reivindicações dos jornalistas para novo governo

O Sindijor realizou uma assembleia na última segunda-feira (13) com jornalistas que prestam serviços, nas mais diversas modalidades de contratação, à Rádio e à Televisão Educativa do Paraná. O objetivo do encontro foi discutir a situação de jornalistas concursados e contratados sem qualquer formalidade e remunerados por cachê, além dos contratados via Funpar, no novo governo do Estado. Foi definida a criação de um conselho que irá reunir as propostas e reivindicações dos profissionais e encaminhá-las ao governo do Estado. Uma reunião deve ser agendada pelo Sindijor para as próximas semanas com o futuro secretário de Cultura, Paulino Viapiana, ou com o vice-governador eleito, Flávio Arns. A comissão é composta pelos jornalistas Lígia Gabrieli, Gabriela Brandalise (rádio), Lucas Fernando, Viviane Rachinski, Rafaela Moron e José de Melo (TV).

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

“A Educativa é nossa!” A ação de militantes tucanos contra jornalistas e uma visão errônea sobre a TV pública

Militantes do PSDB impediram ontem, ao final da apuração dos votos no TRE-PR, que os jornalistas Nirto Wolski e Cibele Fontanella, da TV Educativa do Paraná, entrevistassem o governador eleito Beto Richa. Os jornalistas já haviam tomado informações do novo governador e precisavam de mais uma declaração de Richa sobre o processo de transição. Quando se dirigiram a ele, que retornava de um périplo de entrevistas exclusivas para emissoras de TV, foram cercados por militantes tucanos, que gritavam “a Educativa é nossa!” e impediram o acesso dos dois profissionais ao candidato eleito. Wolski e Cibele, que produziam simultaneamente material também para a TV Brasil e TV Cultura, tiveram seu trabalho atrasado, pois precisariam acompanhar Richa nas demais atividades da noite. A ação dos militantes do PSDB, posteriormente deplorada em mensagem enviada pela assessoria de Richa a Wolski, demonstra uma visão equivocada acerca da TV pública. Se, de fato, no governo Requião, a RTVE passou por um indevido processo de politização e culto da personalidade, não cabe a um governo que propõe ser antítese do atual perpetuar este modelo. Da mesma forma, a crítica a este modelo não pode ter o trabalhador como destinatário – e, sim, o centro de decisões políticas que resulta numa gestão equivocada. O Sindijor lamenta a ação dos militantes contra o trabalho dos jornalistas e espera que no novo governo o caráter público da RTVE seja restabelecido.