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segunda-feira, 26 de março de 2012

Sindijor-PR repudia violência no Oeste do Paraná

Dois profissionais da comunicação foram assassinados no Oeste do Paraná nos últimos dois dias. Em Foz do Iguaçu, o comunicador da Rádio Cultura Divino Aparecido Carvalho foi executado quando chegava para trabalhar, na manhã de segunda-feira (26). Carvalho apresentava o programa O Show da Cultura, na emissora AM.

Já em Santa Helena, distante cem quilômetros de Foz do Iguaçu, a vítima da violência foi o diretor e sócio-proprietário do Jornal Costa Oeste, Onei de Moura. O empresário foi morto por atiradores no momento em que conversava com amigos em um disque-bebidas da cidade.

A Polícia Civil investiga os casos, porém até o momento não tem pistas dos assassinos.

A Subseção de Foz do Iguaçu e Região e a Direção Estadual do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná espera que os homicídios sejam esclarecidos e que os responsáveis pelos crimes sejam presos. Da mesma forma, solidariza-se com os familiares dos comunicadores.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Repúdio à violência contra comunicadores no Paraná

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor-PR) repudia as atitudes ditatoriais e que atacam a liberdade de imprensa vitimando os trabalhadores da comunicação no Paraná nas últimas semanas. O fato mais recente aconteceu na noite da última terça-feira (28/02), em Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba (RMC), quando o secretário de segurança do município, Benedito Facini, agrediu covardemente o proprietário e editor do Jornal da Cidade, Flávio Barcz. Na ocasião o profissional cobria uma ocorrência policial - assalto a uma farmácia - para seu veículo de comunicação e também para a rádio Ágape. Ao encerrar o levantamento do fato, Barcz foi abordado de forma truculenta, desrespeitado e agredido fisicamente pelo secretário de segurança pública da cidade. Veja aqui o vídeo da agressão.

O Sindijor-PR considera a atitude cerceadora e o maior agravante é que parte de uma pessoa pública, que teoricamente elabora projetos que visam dar maior segurança ao município de Campo Largo. O desrespeito ao profissional se estende à sociedade, pois vem de uma pessoa que representa o poder público.

Barrado no clássico

Outro caso emblemático, que nos remete à ditadura, ocorreu com o radialista Osmar Antônio, profissional da crônica esportiva há mais de 20 anos. No último jogo entre Atlético e Coritiba (Atletiba da quarta feira de cinzas), ocorrido no estádio Durival de Britto e Silva, o profissional foi barrado pela atual diretoria do Rubro-Negro.

Durante o credenciamento da imprensa, o Atlético liberou diversos colegas da mesma emissora para cobrir o clássico. Osmar, no entanto, foi impedido de exercer sua função. A desculpa dada pela nova administração do Clube é que Osmar estaria sendo punido “por ter feito campanha aberta para a chapa derrotada nas eleições de dezembro último”.

Neste caso, o Sindijor-PR vê com estranheza a falta de valores democráticos por parte de um clube de massa como o Rubro-Negro. Se o profissional tinha ou não um lado na eleição, é uma questão irrelevante. A vida, após o pleito segue. E Osmar continua exercendo sua função de comunicador.

Liberdade de Imprensa

O Sindijor-PR não aceita qualquer tipo de desrespeito para com os profissionais da comunicação. Exige sempre da Justiça e Ministério Público o cumprimento do seu papel. Pessoas que usam imposições cerceadoras com o objetivo de amedrontar os trabalhadores da comunicação devem ser punidas pelos seus atos. Responder judicialmente por excessos e truculências.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Morreram 106 jornalistas em 2011

A Associação Brasileira de Imprensa, na edição 374 do seu jornal (Jornal da ABI), trouxe o número de profissionais que morreram em 2011: 106. Em 2010 o registro era de 94. O estudo feito com mais de 600 mil jornalistas, em 131 países, avalia que a maioria desses profissionais trabalhava na cobertura de conflitos e guerras. Paquistão, Iraque e México lideram negativamente os registros, cada um com 11 mortes.

As revoltas – e a consequente repressão dos regimes – no norte da África e no Oriente Médio fizeram do mundo árabe a região mais perigosa para jornalistas em 2011. Quase metade das 64 mortes de profissionais no exercício de sua atividade aconteceu no Paquistão, no Iraque, na Líbia e no Iêmen, segunda a Associação Mundial de Jornais. Apenas no Paquistão, 10 jornalistas foram mortos, mantendo o país no topo dos lugares mais arriscados para repórteres. Pelo menos 16 perderam a vida durante a repressão às revoltas populares em Bahrein, Egito, Líbia, Síria, Tunísia e Iêmen.

Já na América, segundo estudo, 2011 foi um dos anos mais trágicos para a liberdade de imprensa. No México sete jornalistas morreram, cinco em Honduras, quatro no Brasil e três no Peru; Colômbia, República Dominicana, El Salvador, Guatemala e Paraguai registraram uma morte cada. (Fonte: ABI).