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terça-feira, 14 de junho de 2011

Chega do mesmo, queremos aumento real!

Jornalistas do Paraná negam-se a renovar pelo “mesmo de sempre” a Convenção Coletiva

A assembleia de ontem (13), em quatro cidades da base do Sindijor, rejeitou, por esmagadora maioria, a proposta patronal de fechamento da Convenção Coletiva de Trabalho com mero repasse da inflação (4,68%, retroativo a outubro de 2010). Cansados das negativas, os jornalistas presentes às sessões realizadas em Curitiba, Ponta Grossa, Cascavel e Foz do Iguaçu deram um basta à monotonia de dizer sempre sim à pressão patronal e insistiram em forçar os patrões a ceder um reajuste com aumento real.

Nada de ganho real é uma humilhação que a categoria não aceita mais. Enquanto o piso perde valor, as tabelas de publicidade são majoradas ano a ano, o preço de capa dos jornais teve aumento de no mínimo 100%, a audiência é superior em todos os segmentos dos meios eletrônicos, os jornalistas acumulam funções e responsabilidade, seu poder de compra vem sendo corroído pela inflação e pelo estrondoso arrocho salarial imposto há 14 anos à categoria. Enquanto isso, aumento real é realidade para quase todos os trabalhadores.

Capitular, admitindo a perda de direitos conquistados nas últimas seis diretorias e mantidos mesmo com imensa pressão do baronato da mídia, é coisa inaceitável. É hora de dizer basta às indecorosas e absurdas propostas patronais. Os jornalistas já cederam muito além de sua capacidade de dialogar.

Exigimos aumento real

Jornalistas, unidos e conscientes do seu potencial, vão dizer um “basta” aos representantes patronais que mostram falta de caráter ao mentir na negociação e contestar informações verídicas, confirmadas pelo Projeto Inter-Meios, IVC, Rais e outros mecanismos de medição da atividade nesse setor da economia brasileira. Vamos à luta pelo aumento real. Exigimos respeito! Aumento real já!

Ações

Agora é hora de mobilizar. E no dia 1.º de julho, quando completaremos nove meses de intransigência dos patrões, vamos vestir roxo e preto, fazer paralisações nas redações e exigir respeito e mostrar amor próprio.

Além da volta do uso do preto e roxo e atos de protesto no cafezinho, está sendo preparado um ato de “anticomemoração” pelos nove meses de atraso na “gestação” da Convenção Coletiva, com a arrecadação de fraldas, para que sejam repassadas a uma instituição de atendimento a crianças carentes.


Assembleia em Curitiba (Adir Nasser Junior)

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Renovação da CCT: assembleia define rumos da negociação

Depois de dezessete dias de espera, finalmente o representante do sindicato patronal, Roberto Santiago, respondeu à proposta colocada pela direção do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor-PR) para o fechamento da Convenção Coletiva de Trabalho dos jornalistas, que se arrasta desde o mês de agosto de 2010. Ao negar o aumento real de 1%, proposto pela comissão que se reuniu com o representante patronal, foi mantida a contraproposta de repasse integral da inflação do período (4,68%, referente ao INPC/IBGE do período de 1.º de outubro de 2009 a 30 de setembro de 2010) e ampliação da licença maternidade de quatro para seis meses, como já ocorre com as trabalhadoras da administração direta e indireta no âmbito federal. Para avaliar e deliberar sobre a proposta e o momento da campanha, o Sindijor-PR convoca seus associados e demais integrantes da categoria para uma Assembleia Geral Extraordinária específica para tratar desse tema, a ser realizada no dia 13 de junho de 2011, às 19h em primeira convocação com quórum de 50% mais um dos associados, e às 19h30 em segunda convocação com qualquer quórum, para uma avaliação sobre os rumos da negociação. A reunião acontecerá na sede do Sindijor-PR em Curitiba (Rua José Loureiro, 211 – Centro); e nas subsedes da entidade das cidades de Foz do Iguaçu, Cascavel e Ponta Grossa. Ao longo da próxima semana, em convocação oficial, o Sindicato informará o endereço das assembleias das subseções.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

À espera de uma resposta

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná informa aos filiados e à categoria que as negociações com os patrões estão em compasso de espera. No dia 16 de maio, uma comissão formada pelo advogado representante dos trabalhadores, Sidnei Machado, o presidente do Sindijor-PR, Márcio Rodrigues, e a diretora de comunicação da entidade, Maigue Gueths, foi recebida pelo interlocutor oficial das empresas. O objetivo do encontro foi encerrar a negociação, que se arrasta desde agosto de 2010. Como último esforço em prol do fechamento da Convenção Coletiva, a direção do Sindicato propôs que o documento fosse renovado mantendo-se praticamente idêntico ao anterior e acrescentando a ampliação da licença maternidade para seis meses (hoje são quatro) e a concessão de um por cento de aumento real. Ou seja, a inflação medida pelo INPC/FGV de 4,68% sendo reposta integralmente, mais um por cento, perfazendo o total de 5,68%, retroativo a outubro de 2010. Algo muito razoável, inclusive na opinião do próprio representante patronal no encontro com a comissão.

O advogado que representa os dois Sindicatos patronais, Roberto Santiago, solicitaria uma “assembleia com os empresários até quinta-feira” (19/05). Ele acreditava que empresas que não pudessem enviar participantes seriam consultadas por telefone. Revelou ainda que nos daria uma resposta em breve. Falou que possivelmente na sexta-feira (20), ou no máximo no início da semana posterior – fosse a resposta positiva ou negativa.

Nem comunicação, nem consideração...

E até hoje, dia 1º de junho de 2011, não nos foi dada uma resposta. Embora já tenhamos buscado um posicionamento da outra parte, simplesmente não há respostas. Em consulta feita na semana passada, Roberto Santiago se mostrou lacônico: “quando tiver uma resposta, ligarei”. É o retrato da intransigência e do descaso em relação aos jornalistas do Paraná. Para ciência da categoria reproduzimos a seguir um breve histórico da luta pelo aumento real:

Cronologia

17 de agosto/2010 – entrega da pauta de reivindicações aos Sindicatos patronais, com a presença de representantes da direção das duas entidades empresariais. Ou seja, 43 dias antes da data base (1.º de outubro).

20 de setembro/2010 – os representantes patronais desconsideraram a pauta de doze itens, entregue por escrito e assinada pelos dois Sindicatos de trabalhadores, e apresentaram como proposta única o rebaixamento do piso para R$ 1.200,00, congelamento do anuênio e o fim da progressão para novos contratados, e redução do percentual de hora extra para 50%.

30 de setembro/2010 – assembleias realizadas no Sindijor-PR e Sindicato do Norte do Paraná (Londrina) rechaçam integralmente a proposta patronal, reafirmando o clamor da categoria por negociar a partir da pauta apresentada em agosto. Ambas as entidades votaram ainda por manter assembleias permanentes e coletam assinaturas nas principais redações do Paraná.

18 de outubro/2010 – em encontro na AERP (Curitiba), marcado por manifestação com a participação de cerca de 60 pessoas (jornalistas, estudantes e professores), representantes da categoria descartam o desrespeito patronal em forma de proposta e reafirmam exigência de negociar a partir da pauta de reivindicações apresentada.

25 de outubro/2010 – em reunião no Sindijor-PR, patrões admitem pagar aumento real de 1%. Mas exigem fim do anuênio. Sindicatos reafirmam que não há possibilidade de trocar o certo pelo duvidoso, pois ao congelar o anuênio, dando 1% de aumento, haveria incoerência com a proposta vitoriosa nas assembleias de 30 de setembro.

4 de novembro/2010 – nova reunião no Sindijor-PR acaba sem avanços. Os patrões acenam apenas com a renovação da CCT, reposição da inflação e admitem apenas ampliar a licença maternidade para seis meses. A categoria passa a aderir às campanhas de mobilização (preto e roxo) nas redações. Nessa reunião, no entanto, os patrões se comprometem a apresentar por escrito suas propostas no próximo encontro (17 de novembro).

16 de novembro/2010 – blefe e desrespeito voltam a ser a resposta patronal apresentada. Na véspera do encontro, os sindicatos patronais, contatados para definir horário e local do encontro do dia seguinte, responderam apenas não ter novas propostas e que o encontro estava cancelado.

17 de dezembro/2010 – após várias manifestações de preto&roxo em redações Estado afora, aconteceu uma retomada da negociação em mesa-redonda realizada na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), em Curitiba. Mas a intransigência patronal foi a mesma: no encontro, representantes dos empresários de mídia negaram qualquer possibilidade de reajuste acima da inflação se não for para confiscar de outro lado um direito já consolidado.

21 de janeiro/2011 – novo encontro entre jornalistas e empresários resultou num mesmo bordão: "NÃO" patronal e jornalistas mantendo a "MOBILIZAÇÃO". A negociação que já se arrasta por cinco meses.

22 de fevereiro/2011 – semana de mobilização termina com reunião na SRTE. No encontro, novo “não” patronal, mesmo com a pauta de reivindicações sendo reduzida apenas para um aumento real, abdicando-se todos os demais itens da pauta original, forma utilizada pelos representantes dos trabalhadores para dar fim ao longo e agonizante período de negociações infrutíferas.

março de 2011 – o sindicato muda a estratégia e passa a procurar empresas para fechar acordos em separado. Primeiros esforços quase surtem resultado, mas sindicatos patronais proíbem empresas de conceder aumento real. Visitas às empresas de rádio, jornal, televisão recebem a oferta, mas não se manifestam.

O Sindijor visita o Ministério Público do Trabalho e pergunta se a ata negativa dos Sindicatos Patronais, produzida no último encontro na Superintendência do Trabalho, poderia ser o caminho para a negociação seguir para a Justiça do Trabalho. O chefe da Procuradoria nos diz que apenas um documento nesse sentido, assinado pelos dois lados, poderia servir para buscar a mediação da Justiça do Trabalho.

Abril de 2011 – em comunicado interno ,o Sindicato de Rádio e TV sugere aos associados que concedam inflação do período para não haver impacto muito grande quando do fechamento da CCT. O Sindijor continua procurando empresas que assinem em separado, sem sucesso.

Maio de 2011 – APP-Sindicato assina acordo em separado e concede 7% entre reposição e aumento real aos seus jornalistas.

Nesse meio tempo, de agosto de 2010 até o momento, 92% dos trabalhadores organizados receberam aumento real.

Os funcionários públicos receberam reposição de 6,5%.

A pergunta que não quer calar: por que tanta intransigência para fechar uma Convenção Coletiva de Trabalho com aumento real para os jornalistas do Paraná, uma vez que todos os demais pisos do Brasil receberam, ao longo dos últimos cinco anos, aumento real?

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Eles querem avançar... na retirada dos direitos dos jornalistas - Proposta patronal é piso 40% menor para o interior

A reunião desta segunda-feira entre representantes do Sindijor-PR e patrões de rádio, TV, jornais e revistas, foi frustrante mesmo para quem tinha as piores expectativas. A proposta apresentada pelos patrões é que o piso dos jornalistas, para qualquer cidade que não seja Curitiba, não só não tenha reajuste como passe a ser 40% menor que o valor atual. As empresas, que, no caso das TVs, tiveram crescimento de 33% no faturamento no primeiro semestre, não precisariam pagar mais que R$ 1.200,00 para os jornalistas em novas contratações. O novo piso – ou “porão” – valeria não apenas para pequenos municípios, mas também para cidades de porte médio a grande, como Londrina, Maringá, Foz do Iguaçu, Guarapuava e Ponta Grossa. A proposta foi feita verbalmente, e os patrões não explicitaram nenhuma garantia de que os empregos com salário atual seriam mantidos. A vergonhosa pauta inclui ainda o congelamento do anuênio (hoje única forma de progressão salarial efetiva) conjugado com um plano de participação nos resultados (PPR) feito empresa por empresa (que certamente seria bastante limitado nas empresas menores). Os petardos não param por aí. O ataque aos nossos direitos inclui a redução do adicional por hora extra de 100% sobre a hora normal, o qual cairia para 50%, necessariamente acompanhado de um banco de horas em que uma hora trabalhada é compensada por uma de folga (e não uma por duas, como sugere hoje o nosso regime de hora extra). Os nossos patrões, que são hábeis em apresentar propostas ruins, conseguiram se superar desta vez, e não ofereceram nada além do que esta perda de direitos e a renovação de todos os demais itens da atual convenção, sem qualquer avanço, ou seja, foram solenemente desconsideradas todas as reivindicações, aprovadas em Assembleia no final do Congresso dos Jornalistas de Foz, como aumento real, vale-alimentação, plano de saúde e reajuste nos índices de comissionamento para editores, valorização da produção local (70%), licença maternidade estendida (180 dias), adicional noturno de 50% (hoje é de 20% e não é pago por algumas empresas), obrigatoriedade da marcação do ponto, estabilidade pré-aposentadoria de cinco anos, obrigatoriedade de jornalista responsável por veículo (no caso de impressos) ou programa (no caso de rádio e TV) e proporção entre número de repórteres e editores.

A próxima reunião ficou marcada para o dia 18 de outubro, na sede da Associação das Emissoras de Radiodifusão do Paraná (Aerp). Até lá, queremos saber qual sua opinião sobre a proposta patronal de reduzir o piso no interior e suprimir direitos dos trabalhadores. Mande sua mensagem para extrapauta@sindijorpr.org.br

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Diploma - Jornalistas exigem em assembleia formação superior específica

Mais de 50 jornalistas passaram na assembleia de hoje. Plenário do Sindicato ficou lotado

Em decisão unânime, os jornalistas paranaenses, reunidos hoje em assembleia na sede do Sindijor, manifestaram que não aceitam a precarização da profissão e rejeitaram a proposta patronal de retirar da Convenção Coletiva de Trabalho a previsão de contratação exclusiva de jornalistas formados para atuar em atividades privativas em empresas de comunicação do Paraná. A decisão deve ser confirmada na assembleia local de Foz do Iguaçu, que será realizada hoje às 20h.
Com a decisão, os jornalistas paranaenses vão prosseguir lutando pelo fechamento da CCT nos termos já apresentados aos patrões na negociação do dia 3 de novembro: renovação da convenção coletiva atual, com a reposição da inflação do período (4,45%, segundo o INPC do IBGE) retroativa a 1º de outubro (nossa data base já está assegurada), além da abertura de um canal permanente para negociação mais ampla (hoje já previsto, mas solenemente ignorado pelos patrões).
Vale lembrar que a proposta pela renovação é a redução de outra, bem mais ampla que a atual, prevendo aumento real e vale alimentação. Ao aceitar uma proposta mais enxuta, os jornalistas pretendiam acelerar o fechamento da convenção para continuar a negociação de novas conquistas posteriormente. No entanto, neste período, os patrões, embalados pela toada do STF, viram uma oportunidade de apostar na ruína da profissão propondo a supressão da Cláusula 38 da Convenção.
Na assembleia de hoje, os jornalistas aprovaram uma mudança na redação da cláusula, de modo que não seja envolvida a decisão do Supremo (veja quadro abaixo), mas não abrem mão, em hipótese alguma, que as redações fiquem, ao gosto de Gilmar Mendes e do patronato, abertas a pessoas sem capacitação, capazes de se submeter a jornadas muito acima das 5 horas previstas em lei, recebendo salários inferiores ao piso da categoria, enfim, incapazes de se articular contra os abusos e desmandos patronais, acabando com o espaço dos profissionais e deteriorando a qualidade da informação.




Investida

Impulsionada pela decisão do Supremo, a ação patronal contra este pilar da regulamentação vem acontecendo em alguns Estados brasileiros que têm a garantia do diploma prevista na CCT dos jornalistas. No Ceará, numa negociação tensa, que incluiu até mesmo greve, os jornalistas conseguiram manter o diploma assegurado na convenção. Agora, no Paraná, os jornalistas já preparam ações para deixar claro ao patronato da mídia que não aceitam ser submetidos à precarização das condições de trabalho e virtualmente à ruína da profissão que representaria a abertura do mercado aos precários.

Veja a redação atual e a proposta:

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Patrões dizem não, de novo! - Assembléias vão definir posição da categoria

Por uma questão política, os empresários de comunicação do Paraná insistem em retirar a exigência do diploma da Convenção Coletiva de Trabalho dos jornalistas. Foi o que revelou o representante dos dois sindicatos patronais, o advogado Roberto Santiago, durante a quarta rodada de negociações, que aconteceu na terça-feira, na sede do Sindijor. Os jornalistas que participaram do protesto contra o ministro Gilmar Mendes e acompanharam a reunião que ocorreu logo em seguida acabaram frustrados pela intransigência dos patrões. A posição dos donos dos veículos paranaenses explicita o que eles realmente desejam com a queda do diploma: desregulamentação da profissão e precarização das relações trabalhistas. Além disso, a posição dos empresários na mesa de negociação é bem diferente do que a postura que adotaram publicamente. Paulo Pimentel, proprietário do jornal o Estado do Paraná, ao assumir a presidência do Sindejor, declarou que só contrataria jornalista diplomado para trabalhar em sua empresa. E logo depois da decisão do STF, o jornal estampou um editorial que defendia a formação específica para o exercício da profissão. Já o presidente do Serti, o engenheiro e pai de uma jornalista, Roberto Lange, também já tinha manifestado posição favorável ao diploma na negociação de 2008. O que fez os patrões mudarem de lado? Seria a pressão do maior grupo de comunicação do estado, a RPC, que já demonstrou total desrespeito a categoria ao abrir seu “cursinho” Talento Jornalismo a não-diplomados na área? O Sindijor convoca seus associados para dizer “não” à proposta patronal na assembléia que convocará para a semana que vem. Queremos fazer valer não só o respeito à profissão, mas também legitimar o desejo da sociedade que em pesquisa realizada em 2008, pelo Instituto Sensus, demonstrou sua preferência pela obrigatoriedade da graduação para o exercício da profissão de jornalista. O resultado de tal pesquisa* apontou que 74,3% dos brasileiros são favoráveis ao Diploma.
* A pesquisa foi realizada de 15 a 19 de setembro, com dois mil questionários aplicados em cinco regiões brasileiras e 24 estados, com sorteio aleatório de 136 municípios pelo método da Probabilidade Proporcional ao Tamanho – PPT. A margem de erro é de mais ou menos 3%.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Terça intensa no Sindijor: protesto, negociação e cultura

Nesta terça-feira, quando se completam cinco meses da absurda decisão do STF sobre nosso diploma, os jornalistas do Paraná terão a oportunidade de protestar e fazer uma boa ação. O Sindijor vai promover a partir das 13h, na sua sede, a manifestação “Sapatada no Gilmar Dantas”. A idéia é que os jornalistas compareçam com um par de sapatos usados, para jogar no banner “Fora Gilmar Dantas”, repetindo o gesto do jornalista iraquiano Muntazar Al-Zaydi que, numa coletiva, arremessou a sua bota no George Bush. Os sapatos arrecadados serão repassados a uma instituição de caridade.
Negociação - Logo depois, às 14h, acontece mais uma rodada de negociação entre o Sindijor e os Sindicatos Patronais. O protesto servirá como um aviso aos patrões, tirar da nossa Convenção Coletiva de Trabalho justamente uma cláusula que obriga as empresas a contratarem jornalistas diplomados. Foi esta a última proposta apresentada por eles ao sindicato. Vamos mostrar a eles que nós não aceitamos precarizar nosso trabalho. Nenhum direito a menos!
Exposição - Ainda nesta terça, meia hora depois do protesto, no Sindijor acontece a abertura da exposição “Um olhar sobre a Terra Indígena de Mangueirinha”, da fotógrafa Josina Melo. O trabalho é resultado de pesquisa de um ano sobre os povos Kaigang e M’bya Guarani. A mostra, que ficará no Sindijor até 23 de dezembro, tem o apoio da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e da Ticcolor.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Jornalistas e patrões voltam a se encontrar na próxima terça-feira

O Sindijor-PR e o Sindicato dos Jornalistas de Londrina voltam a se reunir com os patrões na próxima terça-feira, a partir das 10h, na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, em Curitiba, para mais uma rodada da negociação da Convenção Coletiva de Trabalho. No último encontro, a mesa-redonda da quinta-feira passada, os representantes patronais ficaram de avaliar a possibilidade de manutenção da Convenção Coletiva de Trabalho, com o repasse da inflação dos últimos 12 meses, medida pelo INPC/IBGE (4,54%), com o compromisso de discussão das demais reivindicações, para uma negociação permanente. A mobilização da categoria deve continuar e ser ampliada, para que não haja perdas de direitos e para que alcancemos novas conquistas. Nenhum direito a menos!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Em mesa-redonda, patrões continuam a propor perdas

Os patrões insistiram nesta quarta-feira, na mesa-redonda com os jornalistas na SRTE, na sua tese absurda de supressão dos direitos dos trabalhadores; mesmo assim, conseguimos manter a nossa data-base em 1º de outubro. A negociação foi chamada pelo Sindijor-PR e Sindicato dos Jornalistas de Londrina para pôr em andamento a negociação da Convenção Coletiva de Trabalho, que estava emperrada pela inércia patronal. Na semana passada, eles entregaram aos jornalistas uma proposta que incluía redução e congelamento do piso, aumento da jornada e implantação de banco de horas, além do fim da cláusula que prevê a contratação exclusivamente de profissionais com formação em Jornalismo. Uma nova mesa-redonda ficou marcada para 22 de outubro, quando se espera que os patrões tragam propostas minimamente factíveis para o andamento da negociação.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Mais por menos? Vamos dizer ‘não’ na mesa-redonda na SRTE

Vamos todos dar um não à absurda “contraproposta” patronal de redução de direitos na mesa-redonda marcada para a SRTE (Rua José Loureiro, 574), em Curitiba, nesta quarta-feira, dia 14, a partir das 15h30. As tentativas de abuso incluem redução e congelamento do piso, aumento da jornada e implantação de banco de horas, além do fim da cláusula que prevê a contratação exclusivamente de profissionais com formação em Jornalismo.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Sem negociação, data-base é marcada por pedido de mesa-redonda na SRTE

Diante do silêncio dos patrões, que se negaram até o momento a esboçar qualquer proposta de negociação da nossa Convenção Coletiva de Trabalho, o Sindijor e o Sindicato dos Jornalistas de Londrina protocolaram no dia 1º de outubro, nossa data-base, um pedido de mesa-redonda na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), para que os patrões venham discutir sob supervisão do poder público as propostas formuladas pelos jornalistas. Obviamente não é o tipo de negociação que nós, jornalistas, queremos, mas não é nenhuma novidade na negociação das nossas convenções. Apresentamos em agosto a proposta, que inclui reposição da inflação, aumento real de 5,5% e vale-alimentação de R$ 15,00.