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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Emissão da Carteira de Identidade do Jornalista

Em carta circular, a FENAJ esclarece que diante de reclamações de alguns Sindicatos de Jornalistas, decorrentes das exigências para emissão da Carteira de Identidade de Jornalista (Circular nº 010, de 11 de novembro de 2011), a Diretoria Executiva, em telereunião realizada dia 17 de janeiro de 2012, resolveu:

1) Esclarecer que:

- A exigência da apresentação de documentos para a emissão e renovação da Carteira de Identidade do Jornalista deveu-se à constatação de inúmeras irregularidades na emissão do documento, identificadas pela FENAJ após a implantação do novo sistema de emissão.

- A FENAJ tem identificado permanentemente erros cometidos pelas Secretarias Regionais do Trabalho (SRTs, antigas DRTs) na emissão dos registros e também erros cometidos por Sindicatos de Jornalistas. Como exemplo, citamos o caso recente em que um profissional diplomado em Comunicação Social – Habilitação em Relações Públicas recebeu da SRT de Sergipe o registro de “Jornalista Profissional”. Citamos ainda o caso de um cidadão que requereu sua carteira dizendo-se jornalista diplomado e a recebeu, alegando que posteriormente apresentaria os documentos. Preso em outro estado da federação, o cidadão requereu cela especial e apresentou a Carteira de Identidade de Jornalista como prova de sua condição de portador de diploma de curso superior. A autoridade policial suspeitou e contatou o Sindicato de Jornalistas do Estado, que fez a verificação e constatou a fraude.

2) Reiterar que:

- A Carteira de Identidade do Jornalista, criada pela lei federal nº 7.084, de 21 de dezembro de 1982, é um documento oficial de identidade, válido em todo o território nacional. Portanto, a FENAJ e os Sindicatos de Jornalistas têm a responsabilidade de garantir a total veracidade das informações constantes do documento.

- A FENAJ e os Sindicatos de Jornalistas, neste caso em que recebem o poder de estado para emissão de um documento de identidade civil, não podem agir sob o princípio da boa fé dos jornalistas, devendo assegurar-se de prova documental atestando que as informações prestadas pelo solicitante são verdadeiras.

- A FENAJ não tem qualquer interesse em criar dificuldades para a emissão da Carteira de Identidade do Jornalista aos profissionais devidamente habilitados, mas não pode prescindir de sua condição de entidade legalmente constituída para a emissão do documento.

3) Confirmar as orientações constantes da Circular nº 010, de 11 de novembro de 2011, com as alterações que se seguem:

- Nos casos em que o jornalista profissional não tenha sua Carteira de Trabalho, a comprovação do registro poderá ser feita mediante a cópia da folha do livro de registros da Secretaria Regional do Trabalho (SRT).

- Para tanto, o Sindicato deve requerer a cópia do livro de registros junto à SRT e, periodicamente, solicitar a sua atualização, por meio do envio das páginas acrescidas.

- Lembramos que os registros profissionais são informações públicas que devem ser disponibilizadas a qualquer interessado e que o Decreto-Lei nº 97269 e o Decreto nº 83.284, que tratam da regulamentação da profissão de jornalista, estabelecem como obrigatoriedade, para os órgãos do Ministério do Trabalho, prestar aos sindicatos da categoria as informações que lhes forem solicitadas.

- Nos casos em que o jornalista profissional não tenha seu diploma de conclusão do curso superior em Jornalismo ou Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo, os Sindicatos podem aceitar (e enviar à FENAJ) como documento de comprovação de que o jornalista possui curso superior a certidão ou declaração de colação de grau, emitida pela instituição de ensino superior.

As certidões ou declarações de colação de grau são emitidas em curto prazo (geralmente no momento da solicitação)

Esclarecemos que as certidões ou declarações de conclusão de curso não têm sido aceitas por algumas SRTs, a despeito de constar na página do Ministério do Trabalho e Emprego como documento aceito para o registro provisório (válido até a apresentação do diploma). Por isso a orientação de que sejam solicitadas as certidões ou declarações de colação de grau.

Informamos ainda que a FENAJ está constituindo seu banco de documentos e que, no futuro, as renovações das carteiras emitidas após a Circular nº 010, de 11 de novembro de 2011, serão feitas automaticamente, sem a necessidade de o jornalista solicitante apresentar qualquer documento, a não ser a sua carteira de identidade de jornalista vencida ou a vencer.

Agradecemos a compreensão de todos (as) e esperamos que as novas medidas adotadas possam facilitar o acesso dos jornalistas ao seu documento de identidade.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

A 'contraproposta' patronal: Um verdadeiro tapa na cara dos jornalistas do Paraná

Leia você mesmo o ofício encaminhado pelos patrões ao Sindijor-PR:




sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Em nota, Sindijor-PR critica violência no campo e defende atualização dos índices de produtividade rural

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor-PR) aprovou na noite desta quinta-feira (27/8) uma nota oficial de solidariedade ao MST e à família do trabalhador rural Elton Brum, 44, assassinado no último dia 21 de agosto pela Brigada Militar do Rio Grande do Sul, durante a desocupação de uma fazenda no município de São Gabriel.

"O Sindijor-PR condena a política de criminalização dos movimentos sociais e de violência contra os trabalhadores", diz a nota, que defende ainda o assentamento das cerca de 90 mil famílias sem-terra acampadas no país e cobra a atualização dos índices de produtividade rural, o que depende de uma portaria conjunta dos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário.

"Entre as medidas fundamentais para a efetivação da reforma agrária no país, o Sindijor-PR defende a atualização dos índices de produtividade rural", prossegue a nota do Sindicato. "Não há razão para que tais índices, defasados desde 1975, não sejam atualizados, o que ampliaria o número de imóveis disponíveis para a reforma agrária no país."



A seguir, a íntegra do documento.

Contra a violência no campo, a favor da atualização dos índices de produtividade rural

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor-PR) se solidariza à dor da família e ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) pelo assassinato do trabalhador Elton Brum da Silva, 44, pai de dois filhos, ocorrido no último dia 21 de agosto em São Gabriel (RS).

Os culpados pela trágica operação da Brigada Militar do Estado, governado por Yeda Crusius (PSDB), precisam ser investigados e punidos.

Além da morte de Elton —baleado pelas costas e quando a situação já estava controlada—, a operação resultou ainda em dezenas de feridos, entre eles mulheres e crianças.

O Sindijor-PR condena a política de criminalização dos movimentos sociais e de violência contra os trabalhadores. E defende que as 90 mil famílias sem-terra acampadas em todo o país sejam assentadas e tenham as condições de infraestrutura para trabalhar.

Entre as medidas fundamentais para a efetivação da reforma agrária no país, o Sindijor-PR defende a atualização dos índices de produtividade rural. Não há razão para que tais índices, defasados desde 1975, não sejam atualizados, o que ampliaria o número de imóveis disponíveis para a reforma agrária no país.

Diretoria do Sindijor-PR

Quinta-feira, 27 de agosto de 2009.

domingo, 23 de agosto de 2009

Leia notas do MST e da CUT sobre assassinato de trabalhador rural no RS

Do site do MST:

Nota pública sobre o assassinato de Elton Brum pela Brigada Militar do RS

21 de agosto de 2009

NOTA PÚBLICA SOBRE O ASSASSINATO DE ELTON BRUM PELA BRIGADA MILITAR DO RIO GRANDE DO SUL

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra vem a público manifestar novamente seu pesar pela perda do companheiro Elton Brum, manifestar sua solidariedade à família e para:

1. Denunciar mais uma ação truculenta e violenta da Brigada Militar do Rio Grande do Sul que resultou no assassinato do agricultor Elton Brum, 44 anos, pai de dois filhos, natural de Canguçu, durante o despejo da ocupação da Fazenda Southall em São Gabriel. As informações sobre o despejo apontam que Brum foi assassinado quando a situação já encontrava-se controlada e sem resistência. Há indícios de que tenha sido assassinado pelas costas.

2. Denunciar que além da morte do trabalhador sem terra, a ação resultou ainda em dezenas de feridos, incluindo mulheres e crianças, com ferimentos de estilhaços, espadas e mordidas de cães.

3. Denunciamos a Governadora Yeda Crusius, hierarquicamente comandante da Brigada Militar, responsável por uma política de criminalização dos movimentos sociais e de violência contra os trabalhadores urbanos e rurais. O uso de armas de fogo no tratamento dos movimentos sociais revela que a violência é parte da política deste Estado. A criminalização não é uma exceção, mas regra e necessidade de um governo, impopular e a serviço de interesses obscuros, para manter-se no poder pela força.

4. Denunciamos o Coronel Lauro Binsfield, Comandante da Brigada Militar, cujo histórico inclui outras ações de descontrole, truculência e violência contra os trabalhadores, como no 8 de março de 2008, quando repetiu os mesmos métodos contra as mulheres da Via Campesina.

5. Denunciamos o Poder Judiciário que impediu a desapropriação e a emissão de posse da Fazenda Antoniasi, onde Elton Brum seria assentado. Sua vida teria sido poupada se o Poder Judiciário estivesse a serviço da Constituição Federal e não de interesses oligárquicos locais.

6. Denunciamos o Ministério Público Estadual de São Gabriel que se omitiu quando as famílias assentadas exigiam a liberação de recursos já disponíveis para a construção da escola de 350 famílias, que agora perderão o ano letivo, e para a saúde, que já custou a vida de três crianças. O mesmo MPE se omitiu no momento da ação, diante da violência a qual foi testemunha no local. E agora vem público elogiar ação da Brigada Militar como profissional.

7. Relembrar à sociedade brasileira que os movimentos sociais do campo tem denunciado há mais de um ano a política de criminalização do Governo Yeda Crusius à Comissão de Direitos Humanos do Senado, à Secretaria Especial de Direitos Humanos, à Ouvidoria Agrária e à Organização dos Estados Americanos. A omissão das autoridades e o desrespeito da Governadora à qualquer instituição e a democracia resultaram hoje em uma vítima fatal.

8. Reafirmar que seguiremos exigindo o assentamento de todas as famílias acampadas no Rio Grande do Sul e as condições de infra-estrutura para a implantação dos assentamentos de São Gabriel.

Exigimos Justiça e Punição aos Culpados!

Por nossos mortos, nem um minuto de silêncio. Toda uma vida de luta!

Reforma Agrária, por justiça social e soberania popular!

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra





Do site da CUT:

Nota oficial da direção nacional da CUT:

A CUT Nacional repudia o horror praticado pela Brigada Militar do Rio Grande do Sul nesta sexta, dia 21. O assassinato do trabalhador sem-terra Elton Brum da Silva, durante a desocupação da fazenda improdutiva Southall, em São Gabriel, é uma barbárie de grandes proporções, típica da filosofia do governo tucano no Rio Grande do Sul, que trata o povo a pontapés e criminaliza os movimentos sociais.

Os culpados não podem ficar impunes. O episódio, mais um numa triste sequência histórica, deve servir de exemplo para que o Brasil acabe de vez com essa obscura forma de lidar com os conflitos sociais.

Defendemos a reforma agrária como forma legítima de distribuição de renda, justiça social e combate ao latifúndio. Queremos ver banidos da política administradores públicos que colocam o aparato do Estado para atacar, ferir e matar trabalhadores.

Artur Henrique, presidente nacional da CUT

* Veja fotos do corpo de Elton Brum

terça-feira, 18 de agosto de 2009

domingo, 16 de agosto de 2009

Leia a íntegra da proposta de pauta de reivindicações da categoria

Clique aqui e leia o documento, com 11 páginas e 72 cláusulas, em formato .doc.

(Se não conseguir visualizar o arquivo, clique com o botão direito e escolha a opção "salvar destino como")

Para enviar sugestões ao texto e ideias de mobilização para a campanha salarial, use o e-mail acordajornalista@gmail.com.


Textos relacionados:

* Assembleias itinerantes debatem e aprovam a pauta de reivindicações

* Maioria dos trabalhadores teve ganhos acima da inflação no primeiro semestre, aponta Dieese

* Convenção coletiva atualmente em vigor (2008-2009)

sábado, 8 de agosto de 2009

AMB e ABI assinam nota pública em defesa do diploma para exercício do jornalismo

Do Portal IMPRENSA

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) assinaram uma nota pública em defesa da obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo.

Durante o 2° Encontro de Jornalistas das Associações Filiadas à AMB (Ejafa), realizado em Brasília (DF), ocasião em que o documento foi elaborado, os dirigentes das entidades defenderam a liberdade de imprensa, peça fundamental para a manutenção e aperfeiçoamento do Estado Democrático de Direito, de acordo com informações do site da AMB.

"Temos compromisso com o Judiciário e as prerrogativas e direitos dos magistrados, mas também com a democracia. Vivemos um momento de reflexão sobre temas como censura e dispensa do diploma de jornalismo", afirmou o presidente da AMB, Mozart Valadares Pires.

Já o presidente da ABI, Marcelo Azedo, agradeceu o apoio da entidade na defesa da liberdade de expressão e na discussão sobre o exercício da profissão de jornalista "A queda do diploma é um retrocesso", afirmou Azedo.

Nota Pública da AMB e da ABI

Como resultado do 2º Encontro Nacional de Jornalistas das Associações Filiadas à AMB, realizado hoje em Brasília (DF), a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) reafirmam o compromisso com os princípios fundamentais da República democrática, com ênfase na essencial liberdade de imprensa e na defesa das prerrogativas dos profissionais que representam.

A AMB e a ABI renovam o compromisso com a construção de um conjunto de normas regulamentadoras da profissão de jornalista, com a exigência de curso superior de jornalismo.

Brasília, 6 de agosto de 2009

Mozart Valadares
Presidente da AMB

Maurício Azedo
Presidente da ABI

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Sindijor-PR repudia atitude do empresário Paulo Pimentel

O Sindijor-PR esclarece que a ação trabalhista que cobra horas extras não pagas a jornalistas de O Estado do Paraná e Tribuna ainda está em fase inicial de tramitação. Assim, o Sindijor-PR repudia a atitude do empresário Paulo Pimentel, proprietário dos jornais, de alegar que tal ação estaria inviabilizando economicamente a empresa. O Sindicato salienta que a audiência de instrução desse processo ocorrerá apenas em março de 2010, e que está aberto à negociação, desde que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados. Os diretores do Sindijor-PR, inclusive, já estiveram reunidos duas vezes com a presidência da empresa na tentativa de entrar em um acordo. Em todas as ocasiões, a direção da empresa alega ‘dificuldades financeiras’ para manter o Estadinho e os empregos – de várias categorias e não só dos jornalistas – em funcionamento, instalando um clima de terror entre os trabalhadores, diante da irredutibilidade do empresário em negociar qualquer saída para evitar o fechamento do jornal.

Fatos

1 - O Sindicato dos Jornalistas vinha desde abril de 2007 mantendo conversações com a direção dos jornais O Estado e Tribuna do Paraná. A preocupação da entidade dizia respeito à situação vivida pelos jornalistas. Absurdos – como a ausência de telefones para fazer ligações para fora da Região Metropolitana de Curitiba, ausência de carros para levar os repórteres para coberturas corriqueiras, demissão dos funcionários mais antigos e transformação dos colunistas em pessoas jurídicas, entre outros despautérios – fazem parte dos “desafios” diários de quem se aventura a aceitar um emprego naquele que já foi um jornal-escola para o Jornalismo do Sul do Brasil. Concomitantemente aos obstáculos interpostos por uma administração distante da realidade do que é Jornalismo, havia no meio de todos os problemas um no qual o Grupo Paulo Pimentel nunca se dispôs a conversar: o pagamento de um adicional por hora trabalhada além da quinta diária, conforme prevê a CLT (artigo 303), e acordado em nossa Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que, em sua cláusula 15, aponta para um adicional de 100% sobre a hora normal.

2 - Diante da recusa da direção em negociar, o Sindicato não enxergou alternativa senão ingressar com uma ação para cumprimento da CCT, ou seja, pelo pagamento de horas extraordinárias. Desde o dia 28 de novembro de 2008, tramita na 11.ª Vara do Trabalho de Curitiba uma ação para pagamento de horas extras aos jornalistas do GPP. Apesar da disposição dos funcionários do grupo, que enviaram à direção da empresa documento sugerindo a negociação da dívida e criaram uma comissão para, com auxílio do Sindijor-PR, buscar um acordo com a empresa, até o final de julho, nenhuma proposta foi apresentada pelo GPP, que, como resposta à ação e à tentativa de negociação, ameaça fechar um de seus jornais. Após a primeira audiência, a empresa, que já trocou duas vezes de advogados, aceitou, enfim, negociar. Após uma iniciativa dos funcionários do grupo, iniciou-se um diálogo entre a diretora de Recursos Humanos da empresa, Renata Pimentel, o Sindijor-PR e os jornalistas da Editora O Estado do Paraná. A diretoria da empresa reconheceu a dívida e demonstrou intenção de solucioná-la, assumindo o compromisso de, até a primeira semana de julho, enviar os cálculos dos valores devidos para cada jornalista que atua como repórter, bem como uma proposta para quitar o débito. Na última semana de julho, o diretor-presidente da empresa, Paulo Pimentel, voltou atrás e sepultou tudo o que já havia sido anteriormente acordado.

3 - No dia 23 de julho, diretores do Sindijor-PR participaram de uma reunião, ao lado dos diretores de redação de O Estado (Francisco Assis) e da Tribuna (Rafael Tavares). Paulo Pimentel, que no fim de 2007 vendeu suas emissoras de televisão por R$ 70 milhões e anunciou que investiria os recursos nos jornais, comunicou a intenção de fechar um dos títulos, alegando dificuldades financeiras. Desde então, os funcionários do GPP trabalham sob esse clima de incerteza e ameaça, já tendo ouvido, inclusive, que a causa das dificuldades financeiras dos jornais é o passivo a ser criado com a ação e que a retirada da mesma evitaria o fechamento de um dos jornais. Sem proposta concreta da empresa, o Sindijor-PR e os jornalistas do GPP aguardarão a decisão da 11.ª Vara do Trabalho, que marcou a segunda audiência do processo para o dia 15 de março de 2010. Até o presente momento, de concreto mesmo são os casos de assédio moral ocorridos na redação do GPP. O que nós do Sindijor-PR, legítimo defensor dos direitos dos trabalhadores, estamos questionando na Justiça é apenas que se cumpra a CCT, da qual os jornais do Grupo são signatários. Os funcionários não podem sofrer pressão ou ameaça por conta de um erro na condução administrativa da empresa, a qual, ao deixar de cumprir o que acordou, abriu espaço para a ação que hora responde. Nesse sentido, repudiamos qualquer tentativa de atribuir ao Sindijor-PR, e aos jornalistas como categoria, essa responsabilidade. Contudo, o Sindijor-PR segue aberto a negociar a quitação dos valores devidos e se dispõe a retirar a ação dos jornalistas que se encontram vinculados ao GPP, caso a proposta da empresa seja satisfatória e beneficie todos os jornalistas que laboram ou laboraram nos últimos cinco anos nos jornais do Grupo.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Em nota, Sindijor-PR repudia atitude do empresário Paulo Pimentel

Leia a íntegra da nota divulgada pelo Sindicato:

O Sindijor-PR esclarece que a ação trabalhista que cobra horas extras não pagas a jornalistas do O Estado do Paraná e Tribuna ainda está em fase inicial de tramitação. Assim, o Sindijor repudia a atitude do empresário Paulo Pimentel, proprietário dos jornais, de alegar que tal ação estaria inviabilizando economicamente a empresa. O Sindicato salienta que a audiência de instrução desse processo ocorrerá apenas em março de 2010, e que está aberto à negociação, desde que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados. Os diretores do Sindijor, inclusive, já estiveram reunidos duas vezes com a presidência da empresa na tentativa de entrar em um acordo.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Comissão Nacional Pró-Conferência contrata secretário(a) operativo(a)

Leia abaixo a íntegra de edital divulgado pela Comissão Nacional Pró-Conferência de Comunicação.

EDITAL DE CONTRATAÇÃO CNPC

Por meio deste edital, a Comissão Nacional Pró-Conferência (www.proconferencia.org.br) abre um processo de seleção para o seguinte cargo:

Secretário/a operativo/a em Brasília.

Abaixo, seguem as funções, carga-horária e remuneração previstas. Os interessados/ as devem se manifestar até sexta-feira, dia 31 de julho, com envio de currículo e carta de interesse/justificativa para o email selecao@proconferencia.org.br.

O início dos trabalhos está previsto para o dia 17 de agosto. A modalidade de contratação será carteira assinada, estando o selecionado sujeito aos direitos e deveres estabelecidos pela legislação. O período de contratação para este edital é de quatro meses.

Funções:

* Coordenação e administração das listas e fóruns da Comissão Nacional Pró Conferência
* Coordenação da produção de matérias e boletins da CNPC
* Coordenação da produção de cartilha da CNPC
* Coordenação da assessoria de imprensa da CNPC
* Coordenação, preparação e produção de reuniões, seminários e outros eventos deliberados pela CNPC
* Coordenação das ações da Comissão Nacional Pró Conferência deliberadas em reuniões ordinárias e extraordinárias da CNPC e do grupo operativo
* Coordenação do trabalho do estagiário da CNPC
* Organização da memória, registro e divulgação das reuniões e eventos
* Contribuição na construção e consolidação das articulação das Comissões Estaduais e Nacional

Perfil

* Boa redação e edição de textos
* Experiência em coordenação de equipes
* Experiência em gestão de projetos
* Familiaridade com alimentação de sites
* Experiência com planejamento e gestão em comunicação.

Preferências:

* Formação em jornalismo
* Vivência em alguma prática militante ou trabalho vinculado à militância social, sindical, etc.
* Experiência com redes sociais
Observação: Para evitar possíveis impasses políticos definimos que o (a) contratado (a) não deve ser filiado ou associado a nenhuma das entidades que compõem a CNPC.

Carga horária: 40 horas semanais
Remuneração bruta: R$ 4.350,00
Remuneração líquida: R$ 3.560,00

sábado, 25 de julho de 2009

Campanha salarial 2009 dos jornalistas do Paraná começa em agosto

No próximo mês de agosto, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor-PR) deve protocolar a pauta de reivindicações da categoria e dar início às negociações da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2009-2010.

Antes, o Sindicato deve promover debates com os jornalistas sobre o conteúdo da pauta. E incoporar eventuais sugestões dos trabalhadores ao texto.

Confira aqui a pauta de reivindicações apresentada pela categoria na última negociação coletiva. Clique aqui para ler a convenção atualmente em vigor. E aqui para conhecer a pauta-padrão sugerida em 2008 pela Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas).

Nos próximos dias, o Sindijor-PR disponibilizará uma minuta da próxima pauta de reivindicações.

Para desde já enviar sugestões ao texto e ideias de mobilização para a campanha salarial, use o e-mail acordajornalista@gmail.com.




- Nossa pauta de reivindicações (2008)
- Convenção coletiva em vigor (2008-2009)
- Pauta-padrão da Fenaj (2008)

segunda-feira, 20 de julho de 2009

SBPC defende formação acadêmica e qualidade do jornalismo

Abertura da 61ª reunião da SBPC, realizada em Manaus. Foto: unbagencianasbpc.blogspot.com

Do site da Fenaj:


A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) manifestou apoio ao movimento em defesa do diploma, da formação e da valorização dos jornalistas. O posicionamento foi aprovado na 61ª Reunião da SBPC, realizada em Manaus (AM), de 12 a 17 de julho. No documento é registrado que o progresso da ciência e a democracia no Brasil devem muito aos jornalistas.

A Carta de Manaus alerta a sociedade para a defesa do ensino e da pesquisa em todos os níveis. E acentua que a posição do STF sobre o diploma dos jornalistas, além de retirar direitos dos trabalhadores e assegurar os interesses de grupos empresariais de comunicação, banaliza a capacitação profissional em um país onde a Educação é um problema a ser resolvido.

A manifestação, aprovada na mesa redonda “Ética na Comunicação de Assuntos Amazônicos”, expressa apoio à construção da Frente Parlamentar em Defesa do Diploma e às Propostas de Emenda Constitucional para restabelecer esta exigência como requisito para o exercício da profissão.

Leia, a seguir, a íntegra do documento.

Carta de Manaus em Defesa dos Jornalistas e da Qualidade da Informação, na 61ª Reunião da SBPC

Os pesquisadores, profissionais, estudantes e cidadãos participantes da 61ª. Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada em Manaus (AM), no período de 12 a 17 de julho de 2009, e que integraram a mesa redonda que discutiu a ‘Ética na Comunicação de Assuntos Amazônicos’, vêm a público manifestar seu apoio em defesa do diploma, da formação e da valorização dos jornalistas, como forma de estimular o ensino e garantir a boa qualidade da informação consumida pela sociedade.

Os participantes da Mesa de Ética reafirmaram a necessidade de organizar e mobilizar a população contra a lamentável decisão do Judiciário brasileiro. A posição do Supremo Tribunal Federal (STF) retira direitos dos trabalhadores, assegura interesses de grupos empresariais que dirigem a circulação de informação no Brasil e, o mais grave, banaliza a capacitação profissional em um país onde a Educação é um problema a ser urgentemente resolvido.

A Carta de Manaus é um alerta, um chamado a toda sociedade para a defesa do ensino e da pesquisa em todos os níveis. A defesa do diploma de jornalista deve ser um compromisso dos participantes da Mesa que discutiu Ética na 61ª. Reunião da SBPC, que reconhece na profissão uma importância específica na produção, divulgação e reprodução do conhecimento através de profissionais qualificados a partir da academia. É muito mais. Revela a importância de uma atividade fundamental para o exercício e desenvolvimento da cidadania, por meio da informação e formação da opinião pública.

Este coletivo vê como temerária a decisão do STF, que põe fim a exigência do diploma de jornalista para o exercício da profissão, sob o argumento de que a lei é inconstitucional e ameaça a liberdade de expressão. A interpretação da corte maior da Justiça do Brasil é perigosa no sentido que pode atingir outras profissões já regulamentadas, pois entendemos que essa é uma prerrogativa do Poder Legislativo, portanto, exclusiva do Congresso Nacional e o seu não cumprimento coloca em xeque o Estado de Direito que tem como princípios basilares o equilíbrio entre os poderes constituídos.

Estamos de acordo e apoiamos a atuação da Frente Parlamentar no Congresso Nacional, que defende a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para regulamentar na Carta Magna a profissão de jornalista. Reafirmamos nosso apoio e aderimos ao movimento nacional que defende a formação e valorização dos jornalistas pelas razões já expostas e por reconhecer que o progresso da ciência e a democracia brasileira devem muito ao exercício desses profissionais jornalistas.

Manaus (AM), 17 de Julho de 2009.


Para saber mais sobre a reunião da SBPC, acesse: http://www.sbpcnet.org.br/manaus/

sexta-feira, 17 de julho de 2009

CUT repudia fim do diploma de jornalista e alerta para ameaça a todos os trabalhadores

Do site da Fenaj:

A Central Única dos Trabalhadores acaba de aprovar moção de repúdio à decisão do Supremo Tribunal Federal que extinguiu a obrigatoriedade da formação universitária para o acesso à profissão de jornalista. Declara sua adesão à "luta em defesa do diploma de jornalista para garantir os critérios de responsabilidade social dessa importante profissão". E alerta que a decisão do STF diz respeito a todos os trabalhadores.

A CUT argumenta que sua ação desregulamentadora ameaça outras categorias, leva à precarização das relações do trabalho e também atinge os movimentos sociais, já tão criminalizados pela mídia.

Para a Central, a decisão do STF, na verdade, "privatiza a liberdade de expressão e de informação no Brasil". A moção foi aprovada ao final do 5º Encontro Nacional de Comunicação (Enacom) da CUT, que reuniu sindicalistas de todo o país em São Paulo, de quarta-feira, dia 15, até esta sexta, dia 17.

Leia abaixo a íntegra da moção.

São Paulo, 17 de julho de 2009

Moção de repúdio ao fim da exigência do diploma para o exercício do jornalismo

No último dia 17 de junho de 2009, o Brasil recebeu um duro golpe: a mais alta corte do País, o Supremo Tribunal Federal (STF), extinguiu a exigência do Diploma para o exercício da profissão de jornalista. Assim, quem decide agora quem será ou não jornalista são os patrões, que detêm o monopólio da comunicação. Agravando ainda mais a redução da influência dos profissionais sobre a linha editorial dos veículos e ameaçando a qualidade da informação que chega ao conjunto da sociedade.

Essa decisão diz respeito a todas as trabalhadoras e todos os trabalhadores brasileiros, pois se o jornalista hoje perdeu parte de sua regulamentação com a derrubada do inciso que exigia a formação específica (inciso quinto do artigo 4.º do Decreto-Lei 972/69) para o exercício profissional, abre-se um perigoso precedente para que outras profissões tenham suas regulamentações questionadas. O risco está também na possível precarização das relações capital-trabalho.

O cerceamento da liberdade de expressão está caracterizado no próprio voto do ministro Gilmar Mendes. Em seu arrazoado indica que, a partir de agora, "a autorregulamentação deve ser feita pelas empresas de comunicação". Desse modo, o STF privatiza a liberdade de expressão e de informação no Brasil.

Não podemos aceitar tal irregularidade e irresponsabilidade, uma vez que diuturnamente vemos esses mesmos meios de comunicação produzindo ataques e criminalizando os movimentos sociais e as organizações das trabalhadoras e dos trabalhadores.

Por meio dessa moção, representantes da Central Única dos Trabalhadores, reunidos em São Paulo para a realização do 5º Encontro Nacional de Comunicação (ENACOM), solidificam a luta por uma liberdade de expressão plena e de alcance de toda a sociedade. Não admitimos a troca da Universidade (instituição secular) pelos barões da mídia. Os critérios técnicos e éticos, apreendidos por estudantes de jornalismo e capazes de formar o profissional jornalista, não mais serão levados em consideração para a seleção de quem formulará a informação no Brasil.

Mas com a decisão do STF, corre-se o risco de tornar a sociedade ainda mais refém dos detentores dos meios de produção da informação. Informação essa que é um direito de todos. O conteúdo, hoje hegemônico, certamente será ainda mais manipulado.

Por isso, os delegados ao 5º ENACOM, ao defenderem uma mídia democrática e um novo marco regulatório da comunicação, repudiam a decisão do STF e reforçam a luta em defesa do diploma de jornalista para garantir os critérios de responsabilidade social dessa importante profissão, por meio de uma reinserção da formação específica para o exercício do jornalismo.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Sindijor-PR convida parlamentares do Paraná a aderir à Frente em Defesa do Diploma

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor-PR) enviou ontem (14/7) um ofício a cada um dos 30 deputados federais e aos três senadores paranaenses.

No documento [íntegra abaixo], o Sindijor-PR convida os parlamentares do Estado a ingressar na Frente Parlamentar Mista em Defesa do Diploma.

A frente irá defender, no Congresso Nacional, as propostas de emenda constitucional (PEC) que tramitam no Senado (33/09), de autoria do senador Antônio Carlos Valadares (PSB/SE), e na Câmara (386/09), cujo autor é deputado Paulo Pimenta (PT-RS).

Ambas as PECs restabelecem a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. As assinaturas para a criação da frente parlamentar estão sendo coletadas pela deputada Rebecca Garcia (PP/AM).

Em agosto, o Congresso Nacional deve realizar audiências públicas para discutir a questão.


Abaixo, cópia do ofício enviado pelo Sindijor-PR aos deputados e senadores do Paraná:

Curitiba, 14 de julho de 2009.


Aos integrantes da bancada federal do Paraná

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor-PR) integra o movimento nacional articulado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) pela regulamentação da profissão e a formalização da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Obrigatoriedade do Diploma.

A decisão do STF, que é a culminação de um longo processo de deterioração da profissão, encaminha a imprensa brasileira ao amadorismo e às reiteradas práticas antiéticas que caracterizaram o Jornalismo no período anterior à regulamentação.

Some-se a isto a tendência à precarização das relações de trabalho nas empresas de comunicação, com o aviltamento de salários, a não observância da jornada e a extrapolação das funções pelos jornalistas. Prejuízo não só para os trabalhadores, mas também para toda a sociedade e a nossa democracia.

Como legítimos representantes do Paraná na Câmara Federal, contamos com o apoio de todos os parlamentares paranaenses, como signatários da iniciativa de criação da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Diploma, que acontece no Congresso Nacional para a aprovação de uma emenda à Constituição que restitua a sua obrigatoriedade.

Duas propostas – uma na Câmara e outra no Senado – já foram apresentadas, e agora está sendo articulada a criação de uma Frente Parlamentar Mista em Defesa do Diploma. A deputada federal Rebecca Garcia (PP/AM), que coordena a formação da Frente Parlamentar Mista, está recolhendo assinaturas.

Colocamo-nos à disposição para esclarecer dúvidas e fornecer subsídios para os debates que se seguirem após a instalação da Frente Parlamentar. Confiantes de que podemos contar com o seu apoio e a sua participação nesta frente parlamentar, subscrevemo-nos,


Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná


Foto acima: Giuliano Gomes/AE

quinta-feira, 9 de julho de 2009

A íntegra da PEC 386/2009, que tramita na Câmara dos Deputados

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) protocolou ontem (8/7) na Câmara a proposta de emenda constitucional de número 386/2009, que também trata do diploma de jornalista.

Abaixo, a íntegra da proposta. Para acompanhar sua tramitação, clique aqui.


“Altera dispositivos da Constituição Federal para estabelecer a necessidade de curso superior em jornalismo para o exercício da profissão de jornalista”.

As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, nos termos do art. 60 da Constituição Federal, promulgam a seguinte emenda ao texto constitucional:

Art. 1º. A presente Emenda Constitucional estabelece a necessidade de curso superior em jornalismo para o exercício da profissão de Jornalista.

Art. 2º. O §1º, do 220 da Constituição Federal passa a vigorar com a seguinte redação:

§ 1º Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, atendido o disposto no art. 5º, IV, V, X, XIII e XIV e observada a necessidade de diploma de curso superior de jornalismo, devidamente registrado nos órgãos competentes, para o exercício da profissão.(NR)


Art. 3º. Esta Emenda Constitucional entra em vigor na data de sua publicação.


JUSTIFICAÇÃO

Uma imprensa livre, democrática e sobretudo com responsabilidade e compromisso ético no desempenho de seu mister legal será sempre um dos pilares de sustentação que terão o condão de assegurar a ocorrência, em toda a sua extensão, dos fundamentos do Estado democrático de direito vigente na República brasileira, notadamente no que diz respeito à cidadania e à dignidade da pessoa humana, inscritos no art. 1º da Constituição Federal.

Exsurge, desses postulados normativos superiores, a importância da imprensa e, fundamentalmente, da profissão de Jornalista que, conquanto possa ser desempenhada em determinadas situações por pessoas com qualificações meramente autodidatas, somente será plenamente exercida por profissionais técnicamente preparados para a função.

Nessa perspectiva, o próprio texto constitucional já estabelece elevada proteção à profissão dos jornalistas, quando assevera no seu artigo 220 e §1º, o seguinte:

“Art. 220 – A manifestação de pensamento, criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.

§ 1º - Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, observado o disposto no artigo 5º, IV, V, X, XIII e XIV.” (grifos nossos).

Verifica-se que o dispositivo constitucional, não obstante ser bastante objetivo quando assevera que nenhuma lei poderá conter dispositivos que possam causar embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, não deixa à margem de suas preocupações, a necessidade da observância de determinadas qualificações profissionais que a lei estabelecer, na exata medida do que estatui o inciso XIII, artigo 5º do texto constitucional.

Assim, a própria Constituição já estabelece a qualidade e quantidade das limitações que deverão ser observadas pelo legislador ordinário, a fim de que não se institua qualquer embaraço, restrição ou impedimento à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, desde que observado o disposto no artigo 5º, IV, V, X, XIII e XIV.

Nessa quadra, a par da amplitude com que se deve caminhar no texto constitucional em face do exercício democrático da atividade de informar, tem-se também, na dicção do disposto no inciso XIII, do artigo 5º da Constituição Federal, que a profissão de jornalista depende da qualificação específica que a lei - visando assegurar a liberdade profissional – estabelecer.

É que, diante da relevância e da importância da profissão para a sociedade e para a própria consecução dos objetivos fundantes da República, como afirmado alhures, tem-se que para ser jornalista, é preciso bem mais do que o simples “hábito da leitura” e o “exercício da prática profissional”, pois, acima de tudo, esta profissão além de exigir amplo conhecimento sobre cultura, legislação e economia, requer que o profissional jornalista adquira preceitos técnicos e éticos, necessários para entrevistar, reportar, editar e pesquisar. Ou seja, conhecimentos específicos à profissão é muito além da mera cultura ou erudição.

O jornalismo é uma profissão que tem por objetivo prestar informações corretas e verdadeiras à sociedade, definir e constituir fenômenos sociais, contribuindo assim para se formar a opinião pública a respeito dos fatos e acontecimentos da vida. Nessa perspectiva, uma vez veiculada determinada reportagem produzida por um “inepto”, esta certamente poderá, além de gerar informações distorcidas, formar opiniões equivocadas, prejudicando assim, não só os receptores da informação, como também macular com seus equívocos inclusive a ordem democrática.

A esse respeito, a história cansou de demonstrar que o jornalismo produzido por pessoa inepta pode causar sérios e irreparáveis danos a terceiros, maculando reputações, destruindo vidas e nodoando de forma irreversível o princípio democrático.

Não é por outra razão que hoje para se conseguir um diploma de jornalismo em curso superior de ensino, exige-se o efetivo e comprovado aprendizado de determinadas matérias aplicadas e fundamentais a esta formação profissional, tais como: Metodologia Científica, Teorias da Comunicação, Redação de Jornalismo, Edição Jornalística, Pesquisa em Comunicação, Antropologia, Notícia e Mercadologia, Planejamento Gráfico, Publicidade, Ética e Legislação em Comunicação, Produção e Edição de TV, Produção e Interpretação para Rádio, Fotografia, Comunicação Comparada, Estética e Cultura de Massa, História da Imprensa, Relações Públicas, Sociologia, Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Estudo de Problemas Brasileiros, Cultura Brasileira, Cinema, e Jornalismo Cinematográfico, e etc. etc. etc.

Isso sem se falar que por detrás desse amplo conjunto de matérias, como não poderia deixar de acontecer, existe nos cursos superiores de jornalismo, um competente corpo docente e uma extensa bibliografia específica, para assegurar o real aprendizado de cada matéria.

Assim, não há que se confundir a liberdade de expressão e informação, com o exercício da profissão que visa a produção do jornalismo. Este é mais do que simplesmente a prestação de informação isolada ou a emissão de uma opinião pessoal. O jornalismo, por todos os veículos de comunicação, influencia tomadas de decisões pelos seus receptores e, uma vez veiculada de forma equivocada por qualquer cidadão, sem aptidão técnica e até mesmo ética, pode gerar desordens sociais, contrariando inclusive a sua própria função social.

Ademais, não é pelo simples fato de que a profissão de jornalista não tem Conselho ou Ordem Profissional, que não se exige qualificações específicas em lei. Pelo contrário, ante a inexistência de tais órgãos, se torna mais necessária a qualificação de seus profissionais junto às instituições de ensino superior.

O advogado, o médico, o engenheiro, etc, em razão das técnicas peculiares às atividades que exercem, devem, antes, cursar as respectivas faculdades. E não é diferente para o jornalista, o qual, além de operador da comunicação, conhecedor não só da palavra e da escrita, deverá, invariavelmente, ser também detentor de uma macrovisão do processo de produção da notícia, requisito este que, igualmente, se adquire nos bancos das universidades.
A decisão do Supremo Tribunal Federal, conquanto adotada com base ém princípios constitucionais, principiou por criar uma grave insegurança jurídica para uma imensidade de profissionais jornalistas, milhares de estudantes de jornalismo e, sobretudo, para a própria ordem democrática que, sem a Lei de Imprensa, afastada em razão do julgamento da ADPF nº 131, agrava sobremaneira a realidade que motiva a apresentação da vertente Proposta de Emenda Constitucional.

Com efeito, são milhares de “profissionais”, sem formação técnica adequada, a coletar informações e a transmiti-las ao público, expondo e vulnerando a cidadania. E, sem regras (exceto a Constituição) para o exercício do Direito de Resposta, por exemplo, fica à mercê das decisões judiciais de primeira instância exaradas muitas vezes sem parâmetros razoáveis e não raro, contaminadas por injunções políticas, ideológicas e sociais vicejantes por este imenso País.
O que se afirma que não será a ausência de diploma que irá garantir ao cidadão acesso às emissoras de rádio e TV, aos sites da internet, ou às colunas de “cartas do leitor” existentes nos enésimos cadernos de nossos diários impressos. Tampouco será a inexistência de diploma que permitirá aos cidadãos e autoridades, acusados em manchetes espalhafatosas de primeira página, verem suas respostas ou suas razões publicadas, quando muito, em minúsculas notas de rodapé de páginas perdidas no interior dos cadernos;

Evidentemente que o diploma, por si só, não evita a ocorrência de abusos. Contudo, mais certo é que a ausência de formação técnica e noções de ética profissionais potencializam enormemente a possibilidade de os abusos ocorrerem. Efetivamente não é o diploma que impede o cidadão de exercer a liberdade de manifestação do pensamento e de imprensa nos veículos de comunicação social no País.

Na verdade, o que impede o exercício desses direitos fundamentais é a concentração da mídia em mãos de poucos grupos; é a orientação editorial dos veículos de comunicação; é a ditadura dos anunciantes ou a ditadura do mercado que privilegia a venda de jornais ou a obtenção de “pontos no ‘ibope’”, em vez da verdade, da informação isenta, ou do respeito às pessoas e autoridades.

Em síntese, a exigência do diploma de curso superior em jornalismo, além de conflitar com a ampla liberdade de imprensa e de informação conferida pelo texto constitucional, constitui-se numa das garantias do cidadão e da sociedade na consecução dos objetivos fundamentais da República brasileira.

Este é o objetivo da presente Proposta de Emenda à Constituição, para a qual espero contar com os meus nobres pares para o seu encaminhamento e final aprovação.


Sala das Comissões, em ........ de junho de 2009.




Paulo Pimenta
Deputado Federal – PT/RS

quarta-feira, 8 de julho de 2009

A íntegra da proposta de emenda constitucional que tramita na CCJ do Senado

• Para ler a íntegra da PEC 33/2009 e sua justificativa no site do Senado, clique aqui.
• Para acompanhar sua tramitação, clique aqui.

PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO 33/2009

Acrescenta o art. 220-A à Constituição Federal, para dispor sobre a exigência do diploma de curso superior de comunicação social, habilitação jornalismo, para o exercício da profissão de jornalista.


As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, nos termos do § 3º do art. 60 da Constituição Federal, promulgam a seguinte Emenda ao texto constitucional:

Art. 1º A Constituição Federal, passa a vigorar acrescida do seguinte art. 220-A:

Art. 220-A O exercício da profissão de jornalista é privativo do portador de diploma de curso superior de comunicação social, com habilitação em jornalismo, expedido por curso reconhecido pelo Ministério da Educação, nos termos da lei.

Parágrafo único. A exigência do diploma a que se refere o caput é facultativa:

I – ao colaborador, assim entendido aquele que, sem relação de emprego, produz trabalho de natureza técnica, científica ou cultural, relacionado com a sua especialização, para ser divulgado com o nome e qualificação do autor;

II – aos jornalistas provisionados que já tenham obtido registro profissional regular perante o Ministério do Trabalho e Emprego.

Art. 2º Esta Emenda Constitucional entra em vigor na data de sua publicação.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Leia a íntegra do voto de Gilmar Mendes, que comparou o jornalismo com a culinária

Gil Ferreira/STFO presidente do STF, Gilmar Mendes, ao lado de José Serra (PSDB)

"Um excelente chefe de cozinha certamente poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima o Estado a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área", diz trecho do voto dado pelo ministro Gilmar Mendes, relator no Supremo do processo que, por um placar de 8 a 1, resultou no fim da exigência do diploma para o exercício da função de jornalista.

Para ler a íntegra do voto de Gilmar Mendes, clique aqui ou vá até o link abaixo:

http://www.gigafiles.co.uk/files/6171/voto_gilmar_mendes_diploma_jornalista_cozinheiro.pdf