sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Convenção Coletiva dos jornalistas depositada na SRTE

A Convenção Coletiva de Trabalho dos jornalistas, com data retroativa a 1º de outubro de 2010, está assinada e depositada na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), em Curitiba. Nela está determinado o reajuste salarial de 5% (inflação de 4,68% mais aumento real de 0,32%), que eleva o piso da categoria a R$ 2.151,56, desde 1º de outubro de 2010. Mantém-se o anuênio de 1% e os adicionais para cargos de chefia. Editores e pauteiros, com adicional de 30%, têm de receber pelo menos R$ 2.797,03; já os editores-chefes e chefes de setor e reportagem têm remuneração mínima de R$ 3.227,34, em razão do adicional de 50% (tabela de freelas aqui). Também está firmada, na cláusula 29ª, a obrigação das empresas aderirem ao Programa Empresa Cidadã, para garantir a licença maternidade de 180 dias. Jornalistas que se desligaram (foram demitidos ou pediram desligamento) desde 1º de outubro de 2010 e que não tiveram o reajuste considerado em suas verbas rescisórias precisam fazer um termo complementar de rescisão. Para isso têm de procurar as empresas para que programem um horário no Sindijor ou na sede do Ministério do Trabalho e Emprego para fazer a rescisão complementar e paguem a diferença. Também está previsto o débito em folha da reversão salarial, um desconto de 4% no salário dos jornalistas, dividido em duas parcelas de 2% (nos salários de julho e agosto), em favor do Sindijor. A reversão salarial é uma das maiores fontes de renda do Sindijor e serve para custear as despesas de campanha. Em que pese a importância deste recurso para a entidade, há a possibilidade de os jornalistas se eximirem do desconto: quem não desejar colaborar com o Sindicato tem o direito de se opor ao desconto até o dia 20 de agosto, por meio de carta dirigida ao Sindijor. Veja a convenção coletiva aqui.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Sindijor solidário à jornalista Gisah Batista

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná presta solidariedade à colega Gisah Batista, da RPC TV, vítima de injustificável e cruel ironia pública após a divulgação na internet nesta semana de uma entrada ao vivo no Paraná TV veiculada há cerca de um mês na qual aparece atendendo o celular para estabelecer contato com o link. A um só tempo, a jornalista da RPC TV foi vítima da falta de condições adequadas de trabalho e da intolerância aos erros (no caso, suposto) dos jornalistas em trabalho. Operando com uma unidade móvel que não conta com o “retorno”, Gisah estava sendo informada pelo celular de sua entrada ao vivo. No entanto, o aparelho sofreu uma interferência e a repórter teve de trabalhar “às escuras”, sem ter certeza sobre se estava ou não no ar. Imaginando que ainda não estivesse com o link sendo veiculado, atendeu ao telefone, supondo estar sendo chamada pela coordenação do link, como de fato estava. Internamente, a falha foi apontada como sendo da engenharia – e não da repórter, o que não impediu que, com a divulgação do vídeo na internet, surgissem ironias e boatos de que Gisah teria sido demitida, o que jamais foi cogitado pela emissora. “Por causa desta falha técnica fui tachada de incompetente, incapaz, mas estou com a consciência tranquila”, afirmou a jornalista, ainda surpresa com os boatos sobre demissão. Após a disseminação do vídeo no YouTube, nos blogs e twitter comentários maldosos e até agressivos foram a tônica, mas o que aborreceu Gisah foram as críticas veiculadas em sites jornalísticos, alguns dos quais nem procuraram informações detalhadas dela e da emissora. “Fiquei espantada com a forma como fui julgada sem se interessarem em saber o que realmente aconteceu”, disse a jornalista. Se é verdade que a RPC TV soube identificar a natureza da falha e eximir a jornalista de qualquer responsabilidade, é certo que a empresa não pode expor os jornalistas a condições de trabalho inadequadas, capazes de comprometer a qualidade do produto editorial e colocá-los em situações vexatórias. O “link cego” não foi mais usado pelos repórteres da RPC TV, também por insistência destes, que se recusaram a trabalhar com o equipamento. Que a RPC o aposente e permita que todos os jornalistas tenham condições adequadas de trabalho. À Gisah fica reiterada nossa solidariedade, pois poucos sabem os meandros do fazer jornalístico e os riscos a quem expõe a credibilidade todos os dias nos veículos de comunicação.

Plano FENAJprev : Estaremos em Curitiba entre os dias 15/08 e 19/08. AGENDE A SUA VISITA!!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Sindijor entrega fraldas arrecadadas na campanha salarial

O Sindijor fez a entrega ontem (1º) das fraldas coletadas durante a campanha dos nove meses do preto e roxo de nove meses sem convenção coletiva à Associação Lar de Moisés, entidade sem fins lucrativos que atende e acolhe 20 crianças com idade entre 2 e 9 anos, em Curitiba. Jornalistas que participaram da campanha, a quem o Sindijor e Lar de Moisés são gratos, podem continuar doando, assim como quem quiser ingressar nesta corrente de solidariedade.







quarta-feira, 20 de julho de 2011

Sindijor repudia agressão do vereador Derosso a jornalista

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná repudia a agressão verbal do presidente da Câmara de Vereadores de Curitiba, João Cláudio Derosso, ao jornalista Karlos Kohlbach, da Gazeta do Povo. Nesta segunda-feira (18), Derosso concedia entrevista ao jornalista Álvaro Borba, na Rádio CBN, em que comentava as denúncias publicadas na Gazeta sobre suspeita de irregularidade na contratação de agências de publicidade pela Câmara. Embora sem citar nominalmente Kohlbach, Derosso disse que “infelizmente o jornalista da Gazeta foi mau-caráter” (áudio aqui). Kohlbach tem sido, desde a última sexta-feira, o autor das reportagens que mostram os indícios de ilicitude levantados pelo Tribunal de Contas nas concorrências para serviços de comunicação no Legislativo Municipal. Ao insultar um jornalista no desempenho de suas funções, num ato de injustificável agressividade para tentar neutralizar as suspeitas que pesam contra si, Derosso apenas reprisa a conduta lastimável de homens públicos surpreendidos em situação comprometedora e que não encontram resposta melhor do que tentar desqualificar o trabalho da imprensa ou a honra dos jornalistas. Agressões levianas como esta são injustificáveis e merecem toda a repulsa da categoria e da sociedade consciente do papel da imprensa e da necessidade de eficiência e transparência na administração pública. Os 14 anos na presidência da Câmara de Curitiba deveriam ter ensinado a Derosso ao menos que a civilidade e o tratamento respeitoso à imprensa são requisitos imprescindíveis a um homem público, mesmo em circunstâncias adversas. Enquanto repudia a agressão do vereador, o Sindijor defende ampla investigação nos contratos de publicidade pelo Ministério Público e o rigoroso controle pelo Tribunal de Contas, além de que seja acatada a denúncia feita à Comissão de Ética da Câmara a respeito da conduta de seu presidente.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Jornalistas paranaenses aceitam contraproposta patronal de reajuste de 5%



Os jornalistas paranaenses, reunidos em sessões de assembleia geral extraordinária na noite desta segunda-feira e ao meio-dia desta terça-feira, aceitaram a contraproposta patronal de reajuste salarial de 5% (inflação de 4,68%, mais 0,32% de aumento real). Ao todo, foram 110 votos a favor e 75 contra a proposta patronal, que também inclui a expansão da licença maternidade de quatro para seis meses e a renovação das demais cláusulas da convenção vigente.
Em Curitiba, na sessão de segunda, foram 89 votantes, sendo 59 favoráveis e 30 contra. No interior, a maioria dos votos foi contra o aumento real de 5%. O placar em Foz do Iguaçu foi de 18 contra a proposta e três a favor. Em Cascavel, o “não” levou vantagem frente à proposta patronal (11 votos a 7). Já em Ponta Grossa todos os nove votantes aceitaram os 5%.
A posição favorável à adoção da proposta chegou à sessão final da assembleia, em Curitiba, nesta terça, com 19 votos de vantagem, mas não houve mudança no panorama. A última sessão teve o placar de 32 a 16 pela adoção da contraproposta dos dois sindicatos patronais.
Com isto, o novo piso salarial passa a R$ 2.151,56, um aumento de R$ 102,45. O retroativo incide sobre os nove meses sem aumento, desde outubro, mais o décimo terceiro salário, o que, para quem ganha o piso, significa mais R$ 1.024,50, a ser pago tão logo seja assinada a convenção. Ficou acertado que a categoria apenas aceitará o pagamento em parcela única deste valor. A assessoria jurídica já começou a elaborar a minuta da convenção.

Sessão de
assembleia
Favoráveis à proposta
Contrários à proposta
Curitiba (segunda à noite)
59
30
Foz do Iguaçu
3
18
Cascavel
7
11
Ponta Grossa
9
0
Curitiba (terça ao meio-dia)
32
16
TOTAL
110
75

Avaliação - Esta negociação – que foi arrastada e, em determinados momentos extenuante – serviu ao menos para mostrar que somos uma categoria de trabalhadores e, a espelho das demais, quando mobilizados, alcançamos conquistas. Depois de 14 anos, finalmente não recebemos a inflação ou menos que isto. É a repetição deste espírito de mobilização, este barulho para demonstrar nossa insatisfação, que vai nos conduzir a ganhos reais ainda maiores.
A Diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná vem a público agradecer a participação de todos os que se manifestaram ao longo destes nove meses e 12 dias – e antes, desde o Congresso de Foz do Iguaçu –, e pede a todos que não se esqueçam que a luta está apenas começando. Em 1º de outubro, teremos uma nova data-base, e a diretoria estadual fará um esforço para visitar o maior número possível de redações recolhendo propostas a ser apresentadas aos empresários ainda na primeira quinzena de agosto.
Assédio – Momento decisivo da discussão sobre a convenção coletiva de trabalho, quando a autonomia e a independência dos trabalhadores deveriam ser plenas, esta segunda-feira foi marcada por um caso grave de violação da liberdade de organização obreira. A poucas horas da primeira sessão da assembleia, o diretor do Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCom), Guilherme Döring Cunha Pereira, reuniu os jornalistas do jornalGazeta do Povo para pressioná-los a aceitar a proposta de reajuste de 5%, sob risco de corte de postos de trabalho.
Cunha Pereira reclamou que os resultados financeiros do jornal não eram favoráveis e que os jornalistas deveriam dar mais uma cota de “colaboração” e aceitar a proposta. Ante os jornalistas, o empresário demonstrou impaciência pelo não fechamento da convenção coletiva, o que, segundo ele, estaria ainda atrapalhando o andamento do acordo de banco de horas e extensão da jornada. Visivelmente agitado, fez um discurso em que afirmou que não seria aceita nenhuma proposta de aumento superior aos 5% já oferecidos pelos sindicatos patronais. Lembrando que a Gazeta possui cerca de 200 jornalistas em seus quadros, deu a entender que, se tivesse de implantar um reajuste maior, poderia “mudar o modelo” e trabalhar com uma redação bem mais enxuta, a exemplo de jornais como o Zero Hora, de Porto Alegre, numa ameaça clara de corte de postos de trabalho.
A ação de Cunha Pereira ao intimidar os trabalhadores jornalistas antes de uma decisão é merecedora de toda a repulsa da categoria. A autonomia dos trabalhadores para definir os seus destinos deve ser ampla, sem condicionamentos ou pressões externas. O que se viu foi um caso grave de restrição à liberdade de organização obreira. O Sindijor vai tomar providências para sancionar esta conduta e outras mais que vierem a ocorrer. Sabendo da extensão e gravidade do caso, o Sindicato precaveu-se propondo e realizando votação secreta na assembleia de Curitiba, de maneira a por a salvo a independência dos jornalistas. O fundamental é que todos estes casos de assédio à liberdade dos trabalhadores sejam relatados ao Sindijor.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Por enquanto, jornalistas vão aceitando proposta patronal



Assembleia em Curitiba (fotos de Valquir Aureliano)

Os jornalistas paranaenses, reunidos em sessões de assembleia geral extraordinária na noite desta segunda-feira (11), aceitaram – por ora – a contraproposta patronal de reajuste salarial de 5% (inflação, mais 0,32% de aumento real). Ao todo, foram 78 votos a favor e 59 contra a proposta patronal.

Em Curitiba, foram 89 votantes, sendo 59 favoráveis e 30 contra. O placar em Foz do Iguaçu foi de 18 contra a proposta e três a favor. Em Cascavel, o “não” levou vantagem frente à proposta patronal (11 votos a 7). Já em Ponta Grossa todos os nove votantes aceitaram os 5%.

O resultado, porém, não é definitivo. Amanhã (terça, 12), uma nova sessão da assembleia permanente acontecerá na sede do Sindijor, em Curitiba, ao meio dia. É importante que todos os que puderem participar manifestem-se na assembleia. Na assembleia desta noite em Curitiba foi rejeitada a proposta de voto por procuração.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Venha, discuta, participe da assembleia da categoria no dia 11

Após os sindicatos patronais de jornais e revistas entregarem a proposta de reposição da inflação e aumento de 0,32% e licença-maternidade de seis meses, hoje (sexta, 8) foi a vez de os patrões da radiodifusão protocolarem no Sindijor proposta idêntica, como era esperado, para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Para debater esta contraproposta e definir os rumos da CCT, o Sindijor convocou sessões de assembleia para esta segunda-feira (11) nos seguintes locais e horários:
  • Curitiba - Sede do Sindijor (Rua José Loureiro, 211), Centro, às 20h em primeira convocação, e às 20h30 em segunda convocação;
  • Ponta Grossa - Sindicato dos Empregados no Comércio (Rua General Carneiro, 750), às 19h30 em primeira convocação, e às 20h em segunda convocação;
  • Cascavel - Fundação Iguaçu (Rua Fortunato Bebber, 1822), às 19h45 em primeira convocação, e às 20h15 em segunda convocação;
  • Foz do Iguaçu - Sede do Sindijor (Rua Rui Barbosa, 1032, sala 50, Shopping Mercosul) às 19h30 em primeira convocação, e às 20h em segunda convocação;
Por reivindicação dos trabalhadores da Gazeta do Povo, o Sindijor abriu mais uma sessão de assembleia para o dia 12, às 12h, em segunda convocação, na sede do Sindijor, em Curitiba. Diversas manifestações de jornalistas foram registradas nas redes sociais, mas, para que estas posições tenham peso, é necessário que elas sejam discutidas coletivamente na instância adequada, que é a assembleia. Então, se você tem uma opinião acerca da proposta patronal, não a deixe registrada apenas no Twitter ou Facebook, traga-a, debata-a e sustente-a na assembleia da categoria. É fundamental a participação de todos nesta discussão, que diz respeito ao nosso futuro profissional.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Patrões oferecem 0,32% de aumento real para renovar a CCT

Parece que as mobilizações dos jornalistas paranaenses, nas redações e locais de trabalho da capital e interior, têm incomodado as empresas de comunicação. Depois da inércia durante nove meses de negociação, o Sindicato das Empresas de Jornais e Revistas do Paraná encaminhou ao Sindijor-PR uma proposta oferecendo ganho real de 0,32%. Isso comprova que a luta por 1% de aumento real da categoria vem surtindo efeito.

No documento, a entidade patronal propõe, além dos 0,32% de aumento, o pagamento da inflação de 4,68% (outubro de 2009 até setembro de 2010), a manutenção de todas as cláusulas da última Convenção Coletiva e a inclusão da licença-maternidade de 180 dias. Embora a Direção do Sindijor-PR aguarde a chegada da proposta do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão, que deve ter redação idêntica à proposta dos impressos, já é o momento de a categoria se manifestar.

Para isso, o Sindijor-PR convoca todos os trabalhadores para uma nova assembleia geral, que acontecerá na próxima segunda-feira, dia 11 de julho, na sede do Sindicato. A primeira convocação está marcada para as 20h. A partir das 20h30, a assembleia se inicia com qualquer quorum. Também serão realizadas na segunda-feira sessões nas cidades das regionais do sindicato – Foz do Iguaçu, Cascavel e Ponta Grossa. Em Cascavel, será na Fundação Iguaçu (Rua Fortunato Bebber, 1822) às 20h15 em segunda convocação; em Ponta Grossa, no Sindicato dos Empregados no Comércio (Rua General Carneiro, 750), às 20h em segunda convocação; para Foz, o local e o horário ainda não estão definidos.

Ao longo dessa semana, diretores do Sindijor e das subseções regionais vão passar pelas redações convocando todos. Será o momento de a categoria se manifestar a respeito da proposta patronal e definir os rumos da negociação pela renovação da CCT 2010/2011.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Fotos do PRETO&ROXO nas redações nesta sexta (1º/07)


Folha de Londrina


Agência Estadual de Notícias



Sanepar

Revista Móbile

terça-feira, 28 de junho de 2011

Jornalistas mobilizados para um dia de preto e roxo nos nove meses sem convenção

ontinuam as negociações com os patrões para a conquista do aumento real. Na próxima semana, os diretores do Sindijor vão percorrer redações de Curitiba para chamar a categoria para a grande mobilização do dia 1º de julho. Na data em que completamos nove meses sem aumento real, os jornalistas voltarão a vestir preto e roxo para protestar contra a intransigência patronal, que vem nos privando não só do aumento real como também do reajuste salarial. Estamos há 14 anos sem aumento real e, se não nos mobilizarmos, chegamos ao 15º em outubro. Para mostrarmos indignação com a “gestação” não concluída do aumento real, vamos protestar nos vestindo das cores da nossa campanha e trazendo bonecas para simbolizar o desejo do “nascimento” do aumento real, que vem num “parto” trabalhoso.Também vamos nos engajar numa campanha de doação de fraldas, para serem doadas instituições que cuidem de crianças pequenas. A entrega é na sede do Sindijor. Os jornalistas não aceitam mais o “empate” que representa perdas e exigem respeito. No ano passado – nossa convenção deveria ser assinada em outubro de 2010 –, nada menos que 94% dos pisos salariais no país tiveram aumento real, segundo pesquisa do Dieese. Com a dinâmica da economia brasileira, nos últimos anos, foi praticamente impossível para uma categoria não ter tido aumento real ao menos uma vez. No entanto, o patronato da imprensa do Estado, contrariando os números de faturamento, alega que não pode nada além da reposição. É hora de mudar este quadro. Venha, mobilize-se e exija aumento real.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Adesões ao movimento dos jornalistas por aumento real crescem

O Sindijor continua recebendo diversas manifestações de apoio à decisão tomada em assembleia na última segunda-feira de prosseguir a negociação para a conquista de aumento real. A resposta dos jornalistas à intransigência patronal trouxe novo alento à luta dos trabalhadores por aumento real. O Sindijor já está preparando ações para mobilizar a categoria até o dia 1º de julho, quando acontece mais um preto e roxo nas redações.

Outros Estados - Os jornalistas do Distrito Federal também estão tendo dificuldades para fechar a convenção coletiva por conta da intransigência patronal. Contra tudo o que entende a Justiça do Trabalho desde a Emenda Constitucional 45/04, os jornalistas devem ingressar com dissídio sem a anuência dos patrões, para que o Judiciário arbitre o conflito. Veja mais aqui. Em São Paulo, os patrões do interior do Estado ofereceram 0,06% de aumento real para os jornalistas. Parece irônico, mas é mais do que oferecem os donos da imprensa paranaense.

É realidade, não para nós - Aumento real é a regra para os trabalhadores brasileiros. A pesquisa do Dieese divulgada ontem mostrou que, no ano passado, 94% dos 660 pisos salariais analisados pelo Dieese tiveram reajuste acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Mas não para os jornalistas paranaenses, que têm de enfrentar nove meses sem aumento algum e quase quinze anos “empatando” com a inflação – num empate que representa perdas, já que os salários são corroídos mês a mês, e a reposição é apenas uma vez no ano.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Chega do mesmo, queremos aumento real!

Jornalistas do Paraná negam-se a renovar pelo “mesmo de sempre” a Convenção Coletiva

A assembleia de ontem (13), em quatro cidades da base do Sindijor, rejeitou, por esmagadora maioria, a proposta patronal de fechamento da Convenção Coletiva de Trabalho com mero repasse da inflação (4,68%, retroativo a outubro de 2010). Cansados das negativas, os jornalistas presentes às sessões realizadas em Curitiba, Ponta Grossa, Cascavel e Foz do Iguaçu deram um basta à monotonia de dizer sempre sim à pressão patronal e insistiram em forçar os patrões a ceder um reajuste com aumento real.

Nada de ganho real é uma humilhação que a categoria não aceita mais. Enquanto o piso perde valor, as tabelas de publicidade são majoradas ano a ano, o preço de capa dos jornais teve aumento de no mínimo 100%, a audiência é superior em todos os segmentos dos meios eletrônicos, os jornalistas acumulam funções e responsabilidade, seu poder de compra vem sendo corroído pela inflação e pelo estrondoso arrocho salarial imposto há 14 anos à categoria. Enquanto isso, aumento real é realidade para quase todos os trabalhadores.

Capitular, admitindo a perda de direitos conquistados nas últimas seis diretorias e mantidos mesmo com imensa pressão do baronato da mídia, é coisa inaceitável. É hora de dizer basta às indecorosas e absurdas propostas patronais. Os jornalistas já cederam muito além de sua capacidade de dialogar.

Exigimos aumento real

Jornalistas, unidos e conscientes do seu potencial, vão dizer um “basta” aos representantes patronais que mostram falta de caráter ao mentir na negociação e contestar informações verídicas, confirmadas pelo Projeto Inter-Meios, IVC, Rais e outros mecanismos de medição da atividade nesse setor da economia brasileira. Vamos à luta pelo aumento real. Exigimos respeito! Aumento real já!

Ações

Agora é hora de mobilizar. E no dia 1.º de julho, quando completaremos nove meses de intransigência dos patrões, vamos vestir roxo e preto, fazer paralisações nas redações e exigir respeito e mostrar amor próprio.

Além da volta do uso do preto e roxo e atos de protesto no cafezinho, está sendo preparado um ato de “anticomemoração” pelos nove meses de atraso na “gestação” da Convenção Coletiva, com a arrecadação de fraldas, para que sejam repassadas a uma instituição de atendimento a crianças carentes.


Assembleia em Curitiba (Adir Nasser Junior)

sexta-feira, 10 de junho de 2011